Aquicultura no Maranhão ganha programa do Governo para crescer
Os aquicultores do Maranhão vão ganhar mais liberdade para ter acesso às chamadas “águas marinhas sob o domínio da União” e assim poder ampliar o cultivo de ostras nativas. Foi o que anunciou o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) durante audiência pública com produtores de pescado e lideranças do Estado. Durante o encontro, a secretária nacional de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, Maria Fernanda Nince, destacou: “Vamos implementar medidas que vão aumentar em aproximadamente 23 vezes a produção aquícola no estado”. Entre as ações anunciadas durante a audiência será a oferta – por meio de licitação ou concorrência pública – de mais de 160 hectares de áreas localizadas em quatro parques aquícolas: Icatu 1 e 2, Primeira Cruz e Humberto de Campos. Juntos, eles somam 615 áreas aquícolas com capacidade para a produção de quase 7 mil toneladas de ostra por ano e a geração de mais de 3 mil empregos diretos e indiretos. A expectativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) é que os editais de oferta pública destas áreas – sendo 553 delas destinadas à aquicultura familiar, sem custos de concessão para os produtores – sejam lançados ainda este ano. “Os pequenos aquicultores serão beneficiados com quase 90% das áreas”, afirmou, durante a audiência pública, a coordenadora-geral de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura em Águas da União Marinhas, Luciene Mignani. “Além de aumentarmos a produção e a qualidade da ostra, estamos estimulando a geração de mais empregos e renda no Maranhão”, completou Mignani. Com a mudança, a produção de pescado, no Maranhão, deve crescer de cerca de 300 toneladas para mais de 7 mil toneladas por ano. Outro fator importante, segundo Mignani é que “Não há necessidade do uso de fertilizantes, herbicidas ou pesticidas, nesse tipo de atividades. O cultivo de ostra também não demanda o aporte de ração nem o uso de antibióticos ou de outros medicamentos”, explicou.
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