As novas regras para controle da qualidade do leite no Brasil só devem entrar em vigor ano que vem
A prorrogação dos prazos para a alteração dos padrões de Contagem Bacteriana (CPP) e Contagem de Células Somáticas (CCS) em leite, fazem parte da Instrução Normativa nº 31. As mudanças estavam previstas para entrar em vigor no dia 1º de julho deste ano em todas as regiões do Brasil. Mas foram adiadas para entrar em vigor em 2019.
Segundo o pesquisador, , Alessandro de Sá, gestor do Núcleo Temático Saúde Animal e Qualidade do leite, a ampliação do prazo permite que o setor produtivo se adeque melhor para cumprir a normativa, mas ele pondera que os novos índices de qualidade são desafios a serem alcançados. “A evolução da qualidade do leite no Brasil é muito lenta”, reconhece.
Quando entrarem em vigor, os novos parâmetros de qualidade deverão ser fixados em 100 mil CBTs e 400 mil CCS. Segundo Alessandro de Sá, é preciso uma política forte e efetiva de qualidade do leite por parte do setor público, principalmente com intensificação da fiscalização. “Sem fiscalização, não há como aferir a qualidade”, aponta.
O pesquisador afirma que os grandes laticínios têm políticas efetivas de qualidade, com programas de capacitação para seus produtores e bonificação por qualidade e quantidade. Já as pequenas indústrias ainda encontram muitas dificuldades e necessitam de apoio técnico para implantar uma boa política de qualidade. “É aí que entra o trabalho das instituições públicas para que o setor produtivo consiga se adequar”, indica. Segundo Alessandro Sá, a qualidade é o maior entrave para que o agronegócio do leite brasileiro se destaque no cenário internacional como grande exportador.

