Problemas e previsões para a pecuária brasileira e um setor da Indústria de suplementos minerais quem vem crescendo muito
A pecuária brasileira alcançou a marca de 69 milhões de cabeças de bovinos de corte e leite utilizando suplementos minerais no primeiro semestre deste ano, um aumento de 4,5% sobre o mesmo período do ano passado. Em junho, o segmento comercializou 225,3 mil toneladas da tecnologia, 2,9% a mais sobre junho de 2025, e completou os seis meses de 2026 vendendo 1,203 milhão de toneladas, 1,9% de crescimento diante do período anterior – 1,09 milhão de toneladas na Pecuária de Corte e 112 mil toneladas na Pecuária de Leite.
Setor de suplementos minerais conseguiu avançar 1,9% sobre mesmo período do ano passado, e prepara-se para enfrentar um segundo semestre de problemas com crédito, pasto, custos e instabilidade com a guerra EUA e Irã, mas deve crescer mais.
As informações foram divulgadas durante a reunião mensal da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais, a ASBRAM, realizada em São Paulo no fim da semana passada. Um encontro com cardápio recheado de temas variados, como inteligência artificial, vendas, treinamento, tributos e o mercado de nutrição animal dentro da bovinocultura.
Do ponto de vista do produtor rural brasileiro, temos um segmento leiteiro que passa por problemas, sofrendo com custos de produção, preços no varejo e a profunda intensificação da escala necessária para se obter margens sólidas. Já no caso da carne bovina o momento é de um desempenho sólido: Abate de 42 milhões de cabeças no ano passado, exportação de 1,7 milhões de toneladas de janeiro a junho deste ano, 15,5% acima do mesmo período do ano passado, o melhor primeiro semestre da história. Consumo interno subindo, até 37kg por habitante ao ano, e preços sustentáveis da arroba. “Vivemos um bom momento. É inegável. Apesar da pressão dos custos, da valorização da reposição e da instabilidade geopolítica internacional. Quem está atento ao melhor momento de fazer negócios vem alcançando resultados interessantes’, opinou Fernando Penteado Cardoso Neto, Presidente da Connan Nutrição Animal e ex-comandante da ASBRAM.
A avaliação dos pecuaristas é de que podem ocorrer turbulências até o fim do ano diante das condições das pastagens, um forte El Niño, o problema de preços da agricultura, crédito escasso nos bancos e nas empresas privadas, valores das matérias-primas, os juros e a volta ‘com tudo’ da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Entretanto, o cenário básico vislumbrado pelo Painel de Comercialização de Suplementos Minerais da entidade indica um crescimento de 2,5% nas vendas, com 2,512 milhões de toneladas em 2026. Num vislumbre mais otimista, o total pode até alcançar 2,64 milhões de toneladas, avanço de 7,8%.
“Tem muita coisa ocorrendo ao mesmo tempo. A pecuária de corte segue no trilho e o leite sofre mais. O mundo segue instável, com recrudescimento das guerras, inflação e juros subindo nas principais economias. Mas é impressionante como os setores de Inteligência Artificial e energia elétrica a partir do sol vêm alcançando patamares incríveis. Já o Brasil vem com bom desempenho da economia, mas na expectativa das eleições presidenciais e dos ajustes fiscais que serão necessários a partir de 2027. De qualquer maneira, alimentos permanecem como produtos de primeiríssima utilidade, como a carne e o leite”, avaliou Felippe Serigati, professor e pesquisador do FGV Agro e comandante do Painel de Comercialização da ASBRAM.
“Atualmente, 41,9% do agronegócio brasileiro já utiliza inteligência artificial, o que vem ajudando no avanço da produtividade, na redução de custos, em decisões mais rápidas e abertura de novos negócios”, concluiu o executivo Marcelo Cruz, especialista em estratégia de dados, inteligência artificial, governança e analytics.

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