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Uma nova arma para combater o mosquito Aedes aegypti

🕔02.mar 2017

Planta amazônica contra dengueUma planta nativa da Amazônia, de nome científico Piper aduncum, pode se tornar mais uma alternativa para combater o mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus. A Piper aduncum é conhecida popularmente como pimenta-de-macaco, jaborandi-do-mato ou aperta-ruão. A planta é nativa da região Amazônica, onde pode ser localizada em áreas de borda da floresta, mas também ocorre em outras regiões brasileiras tropicais. Pesquisas realizadas em Manaus (AM) com essa planta, numa parceria entre a Embrapa Amazônia Ocidental e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), têm contribuído com estratégias para desenvolver bioprodutos para controle do mosquito Aedes aegypti.

Um dos focos de interesse na Piper aduncum é seu alto teor de dilapiol, substância com efeito inseticida já conhecido. Essa substância, definida na química como um fenilpropanoide, vem sendo testada em vários estudos científicos e tem demonstrado também atividade fungicida, moluscida, acaricida, bactericida e larvicida para diversos organismos.

A pesquisa com piperáceas já apresenta resultados promissores, como o estudo realizado pela pesquisadora e química Ana Cristina da Silva Pinto, que culminou com a elaboração de derivados semissintéticos obtidos de princípios ativos isolados da planta Piper aduncum. Desde 2002, Ana Pinto vinha trabalhando com piperáceas no mestrado em Química de Produtos Naturais e no doutorado em Biotecnologia, finalizado em 2008.

No decorrer dessas pesquisas, a química isolou princípios ativos da planta Piper aduncum e modificou a combinação de algumas moléculas, transformando-os em derivados semissintéticos, uma estratégia que permite acrescentar vantagens em relação à forma natural da substância como, por exemplo, aumentar a sua forma de ação.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE