Nordeste Rural | Homepage


Aprenda a controlar as pragas nas plantações de quiabo

0 Comments 🕔09.ago 2026

A produção de quiabo no Brasil é estimada em cerca de 120 mil toneladas, sendo que Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro são considerados os maiores centros produtores. A importância de cada praga varia de acordo com a região, a época de cultivo e o sistema de produção, o que envolve práticas voltadas a afastar as pragas da lavoura, sem causar prejuízos do ponto de vista econômico, social e ambiental ao produtor.

Independentemente do sistema de produção adotado, convencional ou agroecológico, as plantas do quiabeiro hospedam vários insetos e ácaros, denominados comumente por pragas, que podem causar grandes perdas se não forem controlados adequadamente.

Esse controle pode ser entendido com o conhecimento da Circular Técnica nº 179 – “Recomendações para o controle de pragas do quiabeiro”, assinada pelos pesquisadores Miguel Michereff Filho e Carlos Alberto Lopes, da Embrapa Hortaliças,  e pelo professor Jorge Braz Torres, da Universidade Rural de Pernambuco.

Com descrições detalhadas e ilustrações sobre as principais pragas do quiabeiro, está disponível uma publicação que enfatiza o manejo do ambiente de cultivo no sentido da redução de perdas econômicas, da preservação do meio ambiente e da saúde de produtores e consumidores. Para ter acesso gratuito à publicação, basta acessar o link a seguir: Acesse aqui a publicação

As principais pragas que atacam as plantações do quiabo são os insetos sugadores considerados mais importantes no quiabeiro como o pulgão-do-algodoeiro, a mosca-branca, o percevejo-manchador e os tripes, que são identificados na publicação, com seus respectivos métodos de controle.

Quanto aos ácaros, grupo dos aracnídeos, várias espécies podem ocorrer no quiabeiro, com destaque para o ácaro-rajado, os ácaros-vermelhos, o ácaro-verde, o microácaro ou ácaro-da-erinose e o ácaro-branco.

As lagartas representam a fase larval do ciclo de vida das mariposas e borboletas, sendo as mais relevantes para o quiabeiro a lagarta-rosca, a lagarta-do-cartucho-do-milho, a lagarta helicoverpa, a lagarta heliothis e a lagarta-rosada.

Algumas famílias de besouros são encontradas em cultivos de quiabeiro, atacando brotos, folhas e flores, embora provoquem perigos de maneira esporádica. A infestação pode ser causada por adultos de Colapsis spp., Diabrotica spp., entre outros.

Espécies de abelhas sem ferrão, nativas do Brasil, que recebem  nomes locais como arapuá, arapuã, irapuã, cupira, enrola-cabelo ou abelha-cachorro são mais comuns em lavouras de cultivo orgânico, já que a pulverização em lavouras convencionais afasta a visita dessas espécies.

O uso de inimigos naturais para manejar pragas é conhecido como controle biológico e baseia-se na regulação natural das populações de insetos e ácaros que se alimentam de plantas. Assim, o agricultor pode tirar proveito desse processo, preservando e maximizando a ação dos inimigos naturais já existentes no agroecossistema.

Conforme os autores, o controle químico não representa a única ferramenta para o manejo e o controle de pragas, que devem estar associados a outros métodos, sendo importante consultar um profissional para a prescrição e o uso dos produtos químicos para que não ocorram situações de excesso ou insuficiência.

É importante ressaltar que o desenvolvimento e a implementação de um programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) são importantes para a cadeia de valor do quiabeiro, especialmente para suprir a demanda por alimentos de qualidade e livre de contaminantes, respeitando-se o meio ambiente e a saúde do consumidor e do trabalhador rural”, resumem os pesquisadores. Nesse contexto, o aprimoramento do manejo da cultura envolve a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo.

 

No Comments

No Comments Yet!

No one have left a comment for this post yet!

Write a Comment

<

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE