Um novo bioestimulante usado para a saúde do solo é estudado e aprovado
Os experimentos foram realizados nos municípios de Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade. Os estudos analisaram diversos aspectos, incluindo a emissão de carbono no solo, as propriedades do solo, o desenvolvimento das plantas e o sistema radicular. O estudo explorou o potencial de um bioestimulante inovador, formulado a partir de uma combinação de algas marinhas e aminoácidos extraídos da tilápia. O bioestimulante Marin Deep, desenvolvido pela Ambios e testado pela empresa Natter, atua ativando os mecanismos naturais de defesa das plantas, tornando-as mais resilientes e produtivas.
A pesquisa buscou compreender como essa formulação singular do bioestimulante pode otimizar o enraizamento, a produtividade e a qualidade das culturas, explicou o pesquisador Cassiano Cremon, da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), responsável pela condução dos experimento. “Os resultados preliminares indicaram um aumento na produção de soja em áreas onde o produto foi aplicado. Em algumas situações, esse incremento superou os 11%. Adicionalmente, as análises revelaram uma correlação positiva entre a utilização do produto e a elevação dos níveis de carbono lábil no solo, um componente importante para a saúde e a atividade microbiana do ambiente radicular”, pontuou o pesquisador.
Um dos diferenciais do produto, conforme os experimentos, reside em sua composição rica em carbono orgânico e no fato de não se enquadrar na categoria de fertilizante tradicional.“O bioestimulante se destaca por sua versatilidade, sendo compatível com diversos insumos utilizados no campo, como inoculantes, herbicidas e fungicidas. Além disso, pode ser aplicado tanto via foliar quanto no solo, mantendo sua ação benéfica mesmo ao atingir o solo após a aplicação nas folhas”, acrescentou.
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