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A melhor escolha para criação de gado no semiárido nordestino

A melhor escolha para criação de gado no semiárido nordestino

0 Comments 🕔15.set 2026

Para a criação de gado no semiárido nordestino, a prioridade vai para as raças zebuínas e cruzamentos com boa rusticidade. O calor, a irregularidade das chuvas e a oferta variável de forragem fazem com que adaptabilidade e eficiência alimentar sejam tão importantes quanto produção máxima. A recomendação dos especialistas da Embrapa é para escolha de animais das raças Gir, Guzerá e Sindi que são raças mais adaptadas às dificuldades do semiárido.

Sindi

Leite + carne

Guzerá

Leite + carne

Gir

Leite + carne

Excelente para leite

Nelore

Carne

Excelente para corte

Tabapuã

Carne

Muito boa

Girolando

Leite

Muito boa com manejo

Guzolando

Leite

Boa alternativa

Cruzamentos com Sindi/Guzerá

Leite + carne

A raça Sindi e considerads a primeira escolha para o semiárido.

O Sindi merece destaque. É originário de região árida e semiárida do Paquistão e apresenta resistência ao calor, menor exigência nutricional e capacidade de produzir carne e leite mesmo com alimentação mais limitada. A Embrapa vem estudando a raça especificamente para as condições do Semiárido.

A recomendação dos técnicos diz que o sindi é particularmente interessante para propriedades com:

pouca disponibilidade de água;

pastagem de qualidade variável;

períodos prolongados de estiagem;

sistema de produção mais extensivo;

necessidade de leite + bezerros para venda.

A raça Guzerá chega como uma das melhores opções para dupla aptidão. A Embrapa destaca sua rusticidade, tolerância ao calor, resistência a parasitas e capacidade de aproveitar forragens mais grosseiras.

No semiárido paraibano, estudos comparando Guzerá e Sindi mostraram desempenho produtivo e reprodutivo interessante das duas raças.

A terceira indicação é o  Gir.

Se o objetivo principal for leite, o Gir Leiteiro é uma excelente escolha. Ele combina rusticidade com capacidade leiteira e é uma das principais bases genéticas dos sistemas leiteiros tropicais.

Para a produção de carne a esvolha é para a raça Nelore.

Para quem quer produção de carne, o Nelore continua sendo uma opção muito forte. É rústico, resistente ao calor e adequado a sistemas de criação a pasto..

Para a produção de leite, a raça Girolando pode ser muito interessante, principalmente quando há água, suplementação e manejo de pastagem. Ele combina a capacidade leiteira do Holandês com a rusticidade do Gir.

Entretanto, para um sistema muito extensivo e sujeito a secas severas, a tendência deve ser preferir mais sangue zebuíno, em vez de animais muito especializados em produção.

Caso a propriedade for no Agreste ou Sertão de Pernambuco a recomendação  considera três estratégias:

1. Leite com maior rusticidade:

Sindi ou Gir → cruzamentos com Holandês → Girolando adaptado.

2. Leite + carne:

Sindi ou Guzerá, trabalhando com seleção de matrizes produtivas.

3. Corte:

Nelore, Guzerá ou cruzamentos Nelore × raças de maior ganho de peso, desde que haja alimentação suficiente na seca.

Um ponto importante: não existe uma raça “melhor” isoladamente. No semiárido, uma vaca extremamente produtiva que não suporta a seca pode dar menos resultado econômico que uma vaca moderadamente produtiva, mas que emprenha, mantém condição corporal e produz bezerro todos os anos.

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