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População de Pernambuco vai ter influência nas decisões do Plano de Governo

🕔29.set 2023

O Programa “Ouvir para Mudar” que tem como objetivo preparar as ações do Governo com base nos indicativos da própria população do Estado, promoveu o encontro de conclusão das ouvidas na Região Metropolitana do Recife. Os técnicos do Programa passaram por encontros em cidades do sertão, agreste e zona da mata de Pernambuco. No Recife, um destaque foi a participação das Mulheres. Elas reivindicaram do programa de governo para fazer hortas solidárias, apoio à agroecologia, à Agricultura urbana, regularização fundiária, implantação de agroindústrias, estradas vicinais, entre os temas abordados.

O “Ouvir para Mudar” chegou à última Região de Desenvolvimento (RD) de 12 RDs, por onde passou a equipe do Governo do Estado, para a escuta da população, sobre sugestões e indicações para a construção do Plano Plurianual (PPA)/ 2024/2027. A técnica agrícola Maria do Amparo Albuquerque, foi eleita, por votação, para ser a representante da Sala de Agricultura. Ela falou da oportunidade de expor as questões da Agricultura.”O prorural deve ser fortalecido, a Ceasa deve ampliar o sopão e a produção da compostagem. Apoiar a agricultura é colocar comida na mesa da população”, falou.

Hortas solidárias, apoio à agroecologia, à agricultura urbana, regularização fundiária, implantação de agroindústrias, apoio à carcinicultura e piscicultura, além do apoio à rede de mulheres que produzem artesanato e a recuperação de estradas vicinais para escoamento da produção estavam entre os temas mais abordados.
No interior do Estado, uma demanda comum, tanto no Moxotó quanto no Agreste, foi a criação e a requalificação de estradas para o escoamento da produção rural de caprinos, ovinos e suínos, milho, feijão e queijo, principalmente do pequeno agricultor. “Queremos também a criação de uma reserva estadual para Arcoverde, para preservação das espécies de fauna e flora da caatinga”, sugeriu Nilton Santos, natural de Arcoverde.

No Agreste Meridional, foi solicitada a reativação do Plano Estadual Contra o Processo de Desertificação dos Municípios do Agreste, criação da bacia do Rio Mundaú, criação de assistência técnica para a agricultura familiar, reestruturação da Barragem de Ipanema que está sem seca, prejudicando os pescadores que viviam da atividade pesqueira na região. “É preciso que o estado volte a fazer análise de solo. Outra proposta é a construção das unidades separadoras do lixo, para que o resíduo orgânico se transforme em adubo e auxilie a agricultura familiar, porque hoje pagamos muito caro para levar o lixo até o aterro sanitário de outros municípios”, disse Luciano Pereira, da cidade de Paranatama.

Apoio aos planos municipais de arborização, criação de programas agroecológicos e sistemas agroflorestais e um banco de sementes crioulas também foram propostas feitas na sala temática de Agricultura e Meio Ambiente.
A secretária de Agricultura e Desenvolvimento Agrário, Ellen Viégas, ressaltou que a população, em breve, terá as respostas pelas quais busca, nos programas que o governo vai executar e que vai priorizar tudo o que foi ouvido. “Diante do que temos ouvido, podemos dizer que nosso planejamento está alinhado com essas escutas Muitas ações, inclusive, já estão sendo concretizadas”, disse a gestora da SDA.

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