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Congresso brasileiro do algodão reúne mais de dois mil participantes

🕔21.ago 2019

congresso_brasileiro_do_algodaoO 12° Congresso Brasileiro do Algodão, que será realizado de 27 a 29 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia/GO, deve receber mais de 2 mil participantes dos diversos elos da cadeia produtiva da pluma inscritos, e vindos de várias partes do Brasil. Considerado o maior evento da cotonicultura brasileira, o congresso é uma oportunidade de apresentar as novidades da pesquisa focadas para a aumentar a sustentabilidade do setor, assim como prospectar novas demandas de pesquisa junto aos principais atores dessa importante cadeia produtiva do agronegócio nacional. O congresso é realizado a cada dois pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio da Embrapa e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Durante os três dias de evento, pesquisadores das sete Unidades – Algodão, Territorial, Cerrados, Meio Ambiente, Milho e Sorgo, Agropecuária Oeste e Instrumentação – estarão interagindo com os participantes durantes as mesas-redondas, plenárias, workshops e no estande da Embrapa.

O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão João Henrique Zonta avalia que o congresso é um momento importante para conhecer as reais necessidades do produtor e direcionar o foco das pesquisas. “Na última edição, por exemplo, nós articulamos a formação de uma Rede de Pesquisa da Ramulária, uma união de esforços para potencializar o controle da principal doença da cultura no país. Essa doença provoca queda na produção e na qualidade da fibra, além do aumento do custo de produção”, destaca.

A sustentabilidade do sistema de produção é outro tema de relevância para o atual contexto do agronegócio nacional. Uma das pesquisas que serão apresentadas pela equipe da Embrapa comprova o aumento do estoque de carbono no solo no cultivo do algodoeiro em sistema de plantio direto. “Além de aumentar a produtividade de algodão e de acumular mais carbono no solo, o sistema plantio direto confere maior resiliência produtiva e subsídios para expandir o comércio mundial para uma sociedade cada vez mais exigente em processos produtivos sustentáveis”, afirma o pesquisador da Embrapa Algodão Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira, que coordena pesquisas com sistemas conservacionistas de produção no cerrado brasileiro.

 

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