Como evitar o ataque da Pérola-da-Terra nas plantações de uva
A pérola-da-terra é um inseto em forma de pérola que vive no solo e, para se alimentar, suga as raízes das plantas, retirando os nutrientes que as mantêm vivas. Fracas e desnutridas, em torno de três ou quatro anos após a contaminação, elas acabam morrendo. A praga é, hoje, uma das grandes preocupações enfrentadas pelos viticultores mas não infesta apenas os parreirais: o inseto se alimenta de pelo menos oitenta tipos diferentes de plantas. Apesar de não voar, a pérola-da-terra tem se espalhado rapidamente pelo país principalmente através das mudas contaminadas.
O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, entomologista Marcos Botton, explica, que a solução para plantações já infestadas com a praga é a convivência, já que não há como eliminá-la do cultivo. “A primeira preocupação é manter o vigor das plantas. Tem que fornecer comida para as plantas e para o inseto. Isso é feito através do manejo da adubarão com destaque para o emprego da adubação orgânica”, orienta o pesquisador. “Outro ponto que tem que se levar em conta é a limpeza dos parreirais. Pesquisas realizadas pela Embrapa mostram que vinhedos onde não é empregado herbicidas em área total mantendo o manejo da cobertura vegetal dentro dos vinhedos resistem muito mais ao ataque da pérola-a-terra”, acrescenta.
O inseto tem seu corpo revestido com cera que funciona como uma capa protetora, dificultando a penetração de produtos químicos, e por isso ainda não existe um veneno capaz de eliminá-la. No entanto, em determinadas situações, o uso de inseticidas do grupo dos neonicotinoides pode reduzir a infestação, auxiliando no manejo do inseto. “A Embrapa tem consciência da extensão do problema que tem ampliado nos últimos ano um esforço concentrado para desenvolver tecnologias que permitam conviver com o inseto”, ressalta o pesquisador Marcos Botton.

