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Bom desempenho na produção de leite passa pelos cuidados com o controle de vermes nas vacas

🕔02.set 2020

A presença de parasitas no rebanho acarreta em uma série de prejuízos, tanto para o bem-estar animal, como para a produtividade. De acordo com um estudo publicado pela Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, as perdas econômicas globais geradas pelo problema aproximam-se dos US$ 14 bilhões ao ano.

Essas perdas são ocasionadas, principalmente, pelas quedas no desempenho produtivo dos animais. As verminoses, por exemplo, interferem na digestão, absorção e metabolismo dos nutrientes, promovendo perdas de proteínas e reduzindo o apetite dos animais. Essas perdas muitas vezes passam despercebidas pelos produtores.

Comumente, os bovinos adultos apresentam baixas cargas verminóticas, fruto das várias exposições às infecções que tiveram durante a vida, o que estimula seu sistema imunológico a produzir defesas contra essas infecções e os efeitos negativos serem menos percebidos. Por isso, muitas vezes, esses animais não são submetidos a vermifugação periódica. Porém, alguns momentos, como o periparto, por exemplo, marcam um período crítico para a imunidade geral das vacas e isso pode trazer prejuízos à produtividade dos animais.

“Estudos em vacas leiteiras têm demonstrado um aumento súbito e crescente das contagens de Ovos por Grama de Fezes (OPGF) iniciando-se em torno de seis a quatro semanas antes do parto e com pico máximo logo na 1ª semana após a parição. Na maioria das vezes os resultados dessas contagens de OPGF nas vacas, retornam aos níveis anteriores do início do primeiro pico, registrado no pré-parto, em torno de quatro a seis semanas após o parto.  Esta constatação aponta de forma clara, que o momento mais crítico para controle das principais verminoses gastrointestinais, nas vacas ocorre próximo do parto”, explica o médico veterinário e gerente técnico de pecuária da Ceva Saúde Animal, Marcos Malacco.

É sabido que a vaca leiteira passa por um momento crítico em termos energéticos, que é o periparto, englobando especialmente o período logo após o parto até em torno do momento do alcance do pico de lactação. Como mencionado anteriormente, um dos impactos importantes das principais verminoses gastrointestinais é a redução do apetite. Então, a queda da imunidade no periparto coincide com um momento crítico em termos energéticos na vaca leiteira, agravando a situação, o que reduz o potencial de produção de leite e até mesmo o retorno a reprodução pós-parto.

Para reduzir o impacto negativo das verminoses nas vacas leiterias é importante a realização da aplicação de um antiparasitário altamente efetivo o mais próximo possível da parição e também no momento da secagem da lactação anterior. “No caso das vacas leiteiras, um tratamento deve ser realizado no dia da secagem, principalmente se as vacas serão mantidas em piquetes durante o período seco entre lactações. Um outro momento de extrema importância é o mais próximo possível do parto, principalmente na primeira semana após o parto. O tratamento no dia da secagem visa auxiliar a recuperação geral das vacas leiteiras, proporcionando melhores condições para atravessarem o período seco entre lactações. O tratamento no periparto visa reduzir, ao máximo, os impactos negativos das verminoses sobre a produção de leite e no retorno a atividade cíclica ovariana normal, ou à reprodução. Uma outra época importante é logo após o alcance do pico da lactação, visando uma recuperação mais rápida do organismo das vacas, pois o mesmo foi bastante exigido para obtenção da máxima produtividade”, explica Malacco.

 

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE