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As características nutricionais e a resistência vem conquistando novos consumidores para o grão-de-bico nacional

🕔13.nov 2019

grão de bicoO grão-de-bico é uma excelente fonte de proteína, o que segundo o pesquisador e chefe-geral da Embrapa Hortaliças Warley Nascimento é uma alternativa também para quem não come ou quer diminuir o consumo de carne. Além disso, tem bastante fibra, o que confere saciedade. Possui ainda um aminoácido chamado triptofano que produz a serotonina, um neurotransmissor importante nos processos bioquímicos do sono e do humor. Por essa razão, segundo o pesquisador, a leguminosa também é conhecida como o grão da “felicidade”.

Segunda maior leguminosa cultivada e consumida no mundo todo, o grão-de-bico é uma espécie rústica que não exige muita água e, por isso, pode ser cultivada em regiões mais semiáridas e em épocas com menos chuvas. Além disso, apresenta um custo menor de produção e é uma cultura de baixo risco no que diz respeito a ataque de pragas. Todas essas vantagens em relação a outras leguminosas como soja e feijão, têm atraído mais produtores a cultivarem o grão-de-bico.

O pesquisador e chefe-geral da Embrapa Hortaliças Warley Nascimento disse que já existem estudos e pesquisas que estão sendo desenvolvidas para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do grão-de-bico. Além das características agronômicas mencionadas, a leguminosa é bastante versátil, o que tem atraído cada vez mais consumidores, já que ele pode ser consumido fresco, seco e como pasta. “É possível encontrar produtos no mercado feitos, por exemplo, a partir da farinha de grão-de-bico, como macarrão e pizza, em substituição à farinha de trigo. É uma opção também para os celíacos”, ressaltou o pesquisador.

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