Área de reflorestamento da caatinga em Pernambuco vai ter ação de plantio de árvores na passagem do ano
No município de Pesqueira/PE, agreste pernambucano, um fotógrafo e ambientalista fará plantio de um bosque reunindo os principais exemplares da caatinga nordestina. A ação faz parte do Projeto Água Vida, criado por Mario Barila. O trabalho será feito dentro da área de recuperação da caatinga pernambucana e começou no último domingo e vai até o dia 3/1. As atividades terão apoio do povo indígena Xukuru do Ororubá.
O território Xukuru tem 27.555 hectares de terras, 24 aldeias e 12,5 mil pessoas no total. Há mais de 10 anos, o Coletivo Jupago Kreká, grupo formado por 20 pessoas, em sua maioria jovens mulheres, atua no reflorestamento de 200 hectares. “Contamos com essa rede de apoio e solidariedade para recuperar áreas degradadas pelas queimadas e desmatamento e somamos esforços na restauração de paisagens belas, alimentícias e medicinais”, declara o educador e agrônomo, Iran Xukuru.
Crianças locais irão participar do plantio do bosque Uru – nome dado pelo Coletivo Jupago Krekó – e ele será destinado às aves e a fauna. O Projeto Água Vida vai participar com a doação de mudas nativas da caatinga como o umbu (conhecido por armazenar água nas raízes), o juazeiro (resistente e com folhas verdes o ano todo), o mandacaru e o xique-xique (cactos com características de árvore). Outras árvores importantes são o angico, aroeira e baraúna. O plantio ocorrerá com práticas ancestrais e técnicas de restauração, de acordo com as condições climáticas.
E durante sua estada em Pernambuco, além do plantio do bosque, o fotógrafo e ambientalista Mario Barila aproveitará para fazer novas imagens dessa região pouco conhecida do país, o local escolhido foi o Parque Nacional do Catimbau, que abrange os municípios de Buíque e Sertânia, no agreste pernambucano. O Parque Nacional é um importante centro de preservação da caatinga, com rica arqueologia, sítios com pinturas rupestres, e focado em educação ambiental e ecoturismo, exigindo guias autorizados para visitação, conforme regras do ICMBio. A venda das fotos financia as iniciativas do Projeto Água Vida.

