Alerta para entender como a pecuária pode se defender dos impactos do El Niño
O fenômeno climático deve ser registrado no trimestre junho, julho e agosto. Caso o El Niño venha mesmo ao Brasil, deverá, segundo o INMET, “bloquear as frentes frias sobre a Região Sul do País, causando excessos de chuva nos meses de inverno e primavera.” Por sua vez, nas regiões Norte e Nordeste “há uma diminuição das chuvas nos meses de outono e verão, enquanto no Sudeste e Centro-Oeste não existem evidências de efeitos no padrão característico das chuvas.”
Para tentar reduzir os prejuízos, a pecuária brasileira pode adotar a estratégia de usar forrageiras mais tolerantes às adversidades, diz coordenador técnico da Wolf Sementes. As chances de o fenômeno El Niño ocorrer neste ano é de 75%, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Para os pecuaristas são muitas dúvidas com relação aos impactos provocados pelo El Niño. E quem vai esclarecer e orientar o produtor sobre o fenômeno climático, é o coordenador técnico da Wolf Sementes, Edson José de Castro Júnior. Ele esclarece que “Para a região Sul, mais especificamente o Rio Grande do Sul, o fato das chuvas atípicas influenciará na taxa de crescimento das forrageiras tropicais plantadas na região, mas só saberemos se terá impacto positivo após previsões mais acuradas do evento. Chuvas mesmo que atípicas sempre são muito bem-vindas, mas baixas temperaturas e o certeiro baixo fotoperíodo também ditarão o crescimento das forrageiras como um todo. Para o especialista as plantas mais tolerantes as adversidades serão as que vão se destacar neste período.”

