A genética da raça girolanda brasileira ganha o mundo
Produtores brasileiros da Fazenda Floresta, localizada em Lins, São Paulo, e associada da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, acabou de embarcar 189 novilhas prenhes Girolando 1/2 que foram levadas para a cidade de Lobatse, no sudeste de Botswana, no continente Africano. Os animais viajaram de avião no dia 11 de julho. As novilhas estão na Fazenda Milk Valley, pertencente à Botswana Development Corporation (BDC), agência do governo responsável pelo desenvolvimento comercial e industrial do país.
A exportação faz parte do projeto de ampliar a segurança alimentar, aumento da produção de leite e carne, bem como qualificar o crescimento da qualidade do rebanho bovino nos países da África. Esse embarque para Botswana é o primeiro de um projeto que pretende levar para aquela região mil vacas leiteiras. Esse trabalho é uma forma de reconhecimento da raça Girolando como uma das principais soluções para a produção leiteira em regiões tropicais e semiáridas, do mundo.
O mercado africano tem revelado interesse em ampliando a presença da genética brasileira visando a rusticidade e adaptação climática. Segundo a BDC, a escolha pelo Girolando ocorreu em razão de sua elevada produção de leite, resiliência e excelente adaptação às condições ambientais semelhantes às encontradas em Botswana.. “Escrever um novo capítulo da pecuária em outro país, é a prova que dedicação e competência não conhecem limites” – disse Tiago Gonçalves, consultor da Milk Valley.
Para o diretor-geral da Botswana Development Corporation, Oteng Keabetswe, a chegada da genética brasileira é de grande importância para a bovinocultura do país africano: “Este investimento fortalecerá a produção nacional de leite, criará empregos, desenvolverá habilidades locais e contribuirá significativamente para os objetivos de segurança alimentar e diversificação econômica do Botswana. É um investimento estratégico da BDC para fortalecer a indústria de laticínios do Botswana, aumentar a segurança alimentar nacional, reduzir a dependência de produtos lácteos importados e contribuir para a agenda de diversificação econômica do país.” – revelou o executivo.

