A formação de uma floresta que pode ser usada para geração de renda do agricultor
A tecnologia de florestas energéticas tem um ciclo de sistema produtivo, desde a obtenção das mudas ao plantio e finalmente a produção de lenha, que leva em média quatro anos. Essa é uma tecnologia para formação de florestas que por meio do uso racional e sustentável de espécies florestais chega a produzir lenha e carvão.
Os pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental recomendam o plantio das espécies Acacia mangium, Acacia auriculiformis e o Sclerolobium paniculatum (taxi-branco) para formação dessas florestas de rápido crescimento. Permitindo que se proteja as florestas nativas, principalmente na Amazônia.
O êxito do programa de pesquisa financiado pela Embrapa, Suframa e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) colocou a tecnologia como parte de um projeto de desenvolvimento, via Programa de Apoio à Participação em Eventos Científicos e Tecnológicos (Pape/Fapeam) e emenda parlamentar, para fomentar o cultivo de mudas e o plantio das florestas energéticas nos municípios de Iranduba e Manacapuru, no Amazonas.
Por isso, já existem plantios pilotos no município de Iranduba, no Amazonas que estão usando as espécies de Sclerolobium Paniculatum (Taxi-branco), Acacia Mangium e Acacia Auriculiformis, como espécies com potencial energético, que podem contribuir para reduzir sensivelmente a exploração das florestas nativas e garantir a continuidade do uso da lenha no setor oleiro. Segundo o pesquisador Roberval Monteiro Bezerra de Lima, o resultado positivo é o maior rendimento destas três espécies em relação a outros materiais combustíveis, normalmente utilizados no consumo doméstico, em fornos, olarias e siderurgias.
Avaliações feitas nas olarias da região mostraram que, em fornos modernos, o uso da lenha de florestas energéticas permite um gasto de energia três vezes menor na produção de tijolos. A prática também cria uma alternativa legal de renda para pequenos e médios produtores de lenha, profissionalizando a cadeia produtiva. Áreas antes alteradas ou abandonadas podem ser reinseridas no processo produtivo, contribuindo na captação do gás carbônico da atmosfera e para a sustentabilidade do setor oleiro.
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