Vai ficar mais fácil plantar o feijão de corda ou feijão-caupi no estado do Pará
É que a partir de 2020 o produtor paraense de feijão-caupi contará com um novo instrumento que garantirá mais segurança técnica e financeira às safras da cultura. Em reunião realizada na sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, foram apresentados e validados os parâmetros e índices técnicos, para a operacionalização do primeiro Zoneamento de Risco Climático (ZARC) para esse cultivo no estado.
Participaram do evento diversas entidades que compõe a cadeia produtiva no Pará, com instituições de pesquisa, extensão rural, produtores e representantes da Federação da Agricultura no Estado (Faepa). Apos a validação e ajustes com a cadeia produtiva local, os dados serão sistematizados e devem ser publicados em portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para a safra 2020/2021.
O pesquisador Alailson Santiago, responsável técnico da reunião, explicou que o zoneamento é um passo importante para o fortalecimento da cultura, pois fornece apoio aos instrumentos de política agrícola e gestão de riscos na agricultura. Por meio do ZARC reduz-se os riscos relacionados aos fenômenos climáticos, pois fornece a cada município e região, a indicação da melhor época de plantio considerando os diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares, conforme explicou Edson Bastos, pesquisador da Embrapa Meio-Norte. Com isso, garante-se mais segurança ao produtor, minimizando os riscos da atividade agrícola e facilitando a acesso a crédito e ao prêmio do seguro rural, desde que observadas as recomendações contidas nos pacotes tecnológicos para cada cultura.
Além do Pará, os estados de Pernambuco e Ceará realizaram reuniões técnicas de apresentação e validação dos critérios de risco climático para a cultura do caupi. Os encontros foram iniciados em Recife, na sede do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Parte da equipe da Embrapa que integra o projeto ZARC, composta pelos pesquisadores da Embrapa Meio-Norte, Edson Alves Bastos e Aderson Soares de Andrade Júnior, também promoveu o debate em Fortaleza.

