Nordeste Rural | Homepage


Uma técnica para aumentar o nível de proteína na palma forrageira

🕔03.jun 2017

palma plantaçãoNa região do Semi-Árido a palma forrageira é um dos recursos mais utilizado pelos produtores para alimentar os animais, especialmente em períodos de seca. Um dos problemas da palma, no entanto, é que a cactácea tem apenas com 5% de proteína. Agora, esta situação deve mudar. Pesquisas da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), coordenadas pela pesquisadora Lúcia de Fátima Araújo, conseguiram aumentar o valor protéico da palma forrageira em até 26%.

A técnica consiste em misturar o levedo, que é o fermento de padaria usado na fabricação de pães, à palma. Segundo a pesquisadora, essa mudança acontece porque a palma conta com uma grande quantidade de carboidrato que, ao ser assimilado pelo substrato, que é o levedo, se transforma em proteína.

A novidade pode proporcionar maior produtividade para o criador em termos de leite e carne pois, com maior percentual de proteína, a palma forrageira atende às exigências nutricionais dos animais para manterem seu peso durante a época de estiagem. A palma enriquecida trouxe resultados positivos como alimentação alternativa para ruminantes do semi-árido. Ovinos sem raça definida tiveram um ganho de peso de 494 gramas/dia, com alimentação enriquecida com apenas 2% da levedura em 30% da ração total.

O processo de enriquecimento é simples. A palma é triturada em forrageira por duas vezes seguidas para ficar em forma de mucilagem. O fermento é adicionado à palma, misturado e deve ficar em repouso por doze horas antes de ser oferecido aos animais. Essa alimentação substitui concentrados comerciais que são utilizados na região como o milho e o farelo de algodão.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE