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Uma técnica calcula quanto o produtor ganha com a reprodução do rebanho controlado com genética de qualidade

🕔09.Maio 2019

bois genética pretosTécnica lançada pela Embrapa e pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) traz cálculo inédito que indica quanto o pecuarista obterá de ganho extra pelos filhos de reprodutores com melhor genética. Dessa forma, fica mais fácil enquadrar os rebanhos bovinos em programas de carne premium.

O Índice Bioeconômico de Carcaças (IBC) é uma fórmula que, inserida nos programas de melhoramento genético, identifica os touros capazes de gerar descendentes que produzam carne de alta qualidade. O IBC apresenta uma perspectiva inédita para o melhoramento genético de bovinos no Brasil, uma vez que seleciona os animais e já informa o quanto esse incremento pode render economicamente para o produtor quando for feita a venda do animal para o frigorífico.

O pesquisador da Embrapa Pecuária Sul Fernando Flores Cardoso explica que o antigo índice gerava apenas um ordenamento dos melhores touros. O novo índice inova ao estimar o valor a ser agregado. “É uma ferramenta que relaciona o desempenho e as características dos animais com a rentabilidade. O produtor tem agora como tomar a decisão de seleção sabendo quanto vai agregar de valor ao produto final”, conta o pesquisador.

O Índice Bioeconômico de Carcaças foi desenvolvido por meio de um modelo estatístico que relaciona as características de crescimento dos animais e as medidas de qualidade da carcaça, obtidas por ultrassonografia in vivo, como área de olho de lombo, espessura de gordura e a gordura entremeada na carne, com a chance de enquadramento e bonificação das carcaças dos filhos de um determinado reprodutor em programas de carne premium.

“Nós fizemos um modelo bioeconômico que relaciona as características dos animais com o preço das carcaças e aí, por meio dessas avaliações, podemos dizer então quanto esperar, em valor a mais, da carcaça do filho de um reprodutor”, reforça Cardoso.

O índice representa o valor em reais agregado às carcaças dos filhos de um touro selecionado comparado a um reprodutor médio da raça. Por exemplo, um índice de + R$ 60 significa que os filhos daquele reprodutor, em relação a um touro médio que tem valor zero, vão valer, em média, R$ 60 a mais (cada um) no mercado, quando forem abatidos.

Para ter acesso a essa nova tecnologia, o produtor se conecta ao IBC, onde ela já está disponível nos Sumários de Touros 2018/2019 da ANC. O projeto teve início com animais Angus e Brangus, mas é possível estender a ação a outras raças e programas de melhoramento genético, com o ajuste dos parâmetros do modelo com os dados específicos de cada raça. “Qualquer produtor que for usar um reprodutor por meio de inseminação artificial vai poder olhar nessa lista e ver o valor bioeconômico que é esperado dos filhos daquele reprodutor”, explica o pesquisador da Embrapa.

 

 

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