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Uma máquina compacta que não usa água pode limpar o tomate ainda no campo

🕔30.mar 2017

Tomate - máquina que limpaO novo equipamento representa uma alternativa aos agricultores que têm pouco acesso à tecnologia automatizada. A empresa que licenciou a máquina, pretende disponibilizá-la ao mercado até o fim de junho. O equipamento móvel e compacto que não usa água na limpeza vai ajudar pequenos produtores a classificar tomate e outros frutos e hortaliças, no próprio campo, e contribuir para a redução de perdas no pós-colheita.

Para o pesquisador da Embrapa Instrumentação (SP) Marcos David Ferreira que coordenou os trabalhos que deram origem ao equipamento, “As classificadoras compactas podem trazer várias vantagens aos pequenos agricultores, agregar valor ao produto, com classificação mais uniforme, redução do tempo para chegar aos consumidores e menor incidência de danos físicos, melhorias que podem influenciar os lucros, além de diminuir as perdas pós-colheita”, afirma .

Outra vantagem da tecnologia é a economia de água a qual não é empregada no processo. A limpeza convencional do tomate pode consumir até 500 m3 de água por mês em algumas unidades de beneficiamento.

Desenvolvido em formato vertical, o protótipo usa um sistema de escova de três vias em helicoide, que faz aumentar a eficiência de limpeza e classificação, atenuando significativamente o impacto nos frutos. Os métodos de seleção em máquinas estáticas convencionais podem provocar quase três vezes mais lesões.

Engenheiro agrônomo, com doutorado em Fitotecnia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado pela Texas A&M University, Ferreira explica que, embora nem sempre sejam percebidas externamente, essas injúrias podem causar alterações metabólicas, fisiológicas e de sabor e resultar em perdas quantitativas e qualitativas significativas nos frutos.

A nova classificadora compacta, com 2,20 metros de altura por 1,60 metros de largura tem capacidade para classificar cerca de uma tonelada de frutos diariamente, quantidade que varia de acordo com a regulagem da máquina, tipo do fruto, entre outros fatores. A máquina funciona à base de energia elétrica e pesa cerca de 200 kg. A classificadora foi licenciada para a empresa paulista MVisia que pretende coloca-la no mercado até o mês de junho.

 

 

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