Uma iniciativa para tentar fortalecer a cadeia produtiva do bambu
O primeiro passo foi um encontro cujo objetivo foi incentivar o desenvolvimento e fortalecimento da cadeia produtiva do bambu. A reunião coordenada pela Diretoria de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia (DINT) com a participação de associações de produtores, universidades, empresas e do setor público, aconteceu a semana passada. Um dos desafios do setor é a regulamentação da Política Nacional de Incentivo ao Manejo Sustentado e ao Cultivo do Bambu (Lei nº 12.484/2011), que prevê o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico que possibilitem explorar o enorme potencial do Brasil.
Guilherme Korte, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Bambu (Aprobambu), destacou que o encontro foi um “grande passo para o entendimento e uso sustentado do bambu nacional”. Segundo ele, o Brasil conhece muito pouco as espécies nativas da planta, que estão entre as melhores do mundo, por seu potencial de crescimento e qualidade da fibra. O Acre, por exemplo, abriga uma das maiores florestas nativas de bambu do planeta. O pesquisador Eufran Amaral, da Embrapa Acre, foi um dos articuladores do encontro. “Essa reunião é um marco para que possamos retomar o tema do fortalecimento da cadeia do bambu, em parceria com diversas instituições públicas e associações do setor produtivo”, disse.
Jaine Cubas, coordenadora-geral de Desenvolvimento Florestal, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), disse que existem algumas iniciativas em curso na pasta que podem ter a participação da cadeia do bambu. Por exemplo, o levantamento da aptidão da planta para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD). Ela ressaltou que o desafio é colocar cada vez mais a cadeia produtiva do bambu nas políticas públicas. A partir da reunião, novos passos serão dados rumo à regulamentação da lei a partir da Câmara Setorial de Fibras Naturais do Mapa e com apoio da Frente Parlamentar Mista do Bambu.

