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Uma abóbora genuinamente brasileira

🕔04.abr 2021

É a cultivar BRS Brasileirinha. Ela tem frutos bicolores verde-amarelo, e foi desenvolvida com o objetivo de disponibilizar um produto diferenciado, com o potencial para explorar nichos de mercado de alto valor agregado. Isso se deve tanto a sua composição nutricional, com teores de betacaroteno e luteína, quanto ao aspecto ornamental dos seus frutos e excelente sabor. A cultivar BRS Brasileirinha apresenta múltipla aptidão podendo ser colhida para consumo como conserva, abobrinha verde ou abóbora seca.

As plantas da cultivar BRS Brasileirinha são rústicas e as ramas possuem hábito de crescimento prostrado, indeterminado e vigoroso, com distância entre as folhas maior que 15 cm. As folhas apresentam formato retuso, coloração verde-clara, margem foliar dentada, com faceamento foliar raso e pilosidade quase ausente. As plantas são monoicas, ou seja, apresentam flores femininas e masculinas na mesma planta, com boa cobertura de flores femininas. As primeiras flores masculinas aparecem a partir do 7° nó, ao passo que as flores femininas surgem após o 14° nó.

Os frutos da cultivar de abóbora BRS Brasileirinha apresentam formato periforme alongado, com casca lisa e brilhante. Eles podem ser comercializados como abobrinha verde, sendo colhidos com comprimento entre 12 a 18 cm e massa média entre de 180 a 400 gramas; na forma de picles (em conserva), quando colhidos ainda no estágio de botão floral, com peso médio de 60 gramas e 9 cm de comprimento; e ainda frutos para consumo seco, colhidos com cerca de 1,2 a 1,6 Kg.

Recomenda o cultivo no espaçamento de 3 metros entre fileiras e 0,60 metro entre plantas, podendo plantá-las diretamente nas covas, com 2 a 3 sementes por cova ou fazendo o plantio de mudas. A colheita inicia-se entre 60 e 70 dias após o plantio, quando os frutos apresentam comprimento entre 12 e 18 cm.

A cultivar BRS Brasileirinha apresenta bons níveis de resistência de campo a diferentes raças de oídio (Podosphaera xanthii) e ainda pode ser utilizada como polinizadora das abóboras do segmento Tetsukabuto, pela precoce e abundante produção de flores masculinas.

 

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