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Um robô usa a luz para identificar doenças na plantação de soja e algodão

🕔15.out 2025

O robô ilumina e fotografa ao mesmo tempo as folhas das plantas de algodão e soja em 7 segundos. O novo sistema é chamado de LumiBot e une robótica, fotônica e inteligência artificial para identificar a presença de nematoides em algodão e soja. O diagnóstico precoce e o mapeamento da infestação permitem a aplicação de defensivos químicos somente nas regiões infestadas, gerando economia e mais sustentabilidade. A perda anual estimada por ataque de nematoides é superior a R$ 4 bilhões na cultura do algodoeiro e mais de R$ 27 bilhões na soja.

Um sistema robótico autônomo, opera à noite, e é capaz de gerar dados que permitem a construção de modelos para fazer o diagnóstico precoce de nematoides em plantas de algodão e soja antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Desenvolvido pela Embrapa Instrumentação (SP) em parceria com a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro), de Mato Grosso, o LumiBot emite luz ultravioleta-visível sobre as plantas e analisa a fluorescência capturada nas imagens das folhas, com câmeras científicas.

A cotonicultura e a sojicultura têm enorme relevância econômica para o País, com previsão de recorde de safra no período 2025/26, com 4,09 milhões de toneladas de pluma e 177,67 milhões de toneladas de grãos de soja, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, as duas culturas enfrentam a ameaça do parasita microscópico de 0,3 a 3 milímetros de comprimento.

Com a nova tecnologia, “Conseguimos gerar dados e modelos com taxas de acerto acima de 80%, além de diferenciar as doenças do estresse hídrico”, conta a pesquisadora Débora Milori, coordenadora do estudo e do Laboratório Nacional de Agrofotônica (Lanaf).

A próxima etapa do estudo será o desenvolvimento de um equipamento para operação em campo, como, por exemplo, adaptar o aparato óptico em um veículo agrícola do tipo pulverizador gafanhoto ou veículo rover.

Para o consultor Comdeagro, Sérgio Dutra, o diagnóstico precoce de doenças é fundamental para que os agricultores possam agir rapidamente e de forma localizada. “Com isso, evita-se o uso excessivo de defensivos químicos e a redução do impacto ambiental, um avanço importante para a agricultura de precisão no Brasil. É possível ainda melhorar a qualidade da fibra e garantir maior rentabilidade para o produtor”, garante o pesquisador.

 

 

 

 

 

 

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