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Um novo mapeamento detalha de forma inédita a Bacia Hidrográfica Paraná III

🕔31.mar 2024

Conhecer detalhadamente a Bacia Hidrográfica Paraná III (BHP III), localizada na região oeste do Estado, é a importância reconhecida do novo mapeamento detalhado de sua hidrografia. Isso só foi possível, graças a um amplo estudo realizado pela Embrapa Florestas (PR), com apoio técnico do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), e suporte financeiro do Governo do Estado do Paraná e Itaipu Binacional. O trabalho inova ao usar uma escala 1:5.000, em que cada centímetro no mapa corresponde a 50 metros da área analisada. Esse nível de detalhe permite visualizar, com precisão, lagos, nascentes e rios, dos pequenos aos mais expressivos, e seus padrões de distribuição. Mapas hidrográficos pré-existentes, elaborados para toda a extensão territorial do estado, possuem escala 1:50.000 ou menor, não permitindo os detalhes necessários à análise aprofundada da bacia.

Com uma base de dados robusta, disponibilizada na plataforma GeoInfo – Infraestrutura de Dados Espaciais da Embrapa, o novo mapa hidrográfico poderá subsidiar outras pesquisas, além de colaborar efetivamente para a construção de políticas públicas, com vistas ao desenvolvimento sustentável do Oeste do Paraná. A região possui uma área de quase 8 mil km2 e se destaca, no setor agropecuário brasileiro, na produção de grãos e proteína animal. Composta por 4.800 rios, aproximadamente, a BHP III alimenta o reservatório de Itaipu, onde se situa a Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gustavo Curcio, um dos responsáveis pelo estudo, fazer o mapeamento e vetorização da hidrografia da BHP III na escala 1:5.000 representou um grande avanço. O detalhamento foi uma condição básica exigida para a execução do Projeto PronaSolos (Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil) no Paraná. Em função do nível de detalhe exigido para o mapeamento de solos, sobretudo para a representação e interpretação da vegetação protetiva de rios, foi necessário gerar um novo mapa hidrográfico para as áreas a serem pesquisadas pelo Projeto.

“Na escala atual é possível considerar, entre outros elementos, os diferentes níveis de hierarquia fluvial e padrões de leitos fluviais, e precisar as nascentes locadas em cabeceiras de drenagens, além das áreas de planície. Dadas as necessidades apresentadas, seria inviável utilizarmos os mapas de hidrografia pré-existentes, que eram na escala 1:50.000. Já na escala 1:5.000 a precisão é muito maior, e nos permite estimar com maior rigor o número de cabeceiras de drenagem por unidade de área (hectare) e sua densidade, entre outros elementos hidrográficos”, explica Curcio.

 

 

 

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