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Tecnologias mudam cenário da produção de alho no Brasil

🕔18.jan 2016

alhoO cultivo de alho, no Brasil, envolve grandes e pequenos produtores e o crescente aumento da área plantada reflete a sua importância na cadeia produtiva de hortaliças. Mas trata-se de um cenário relativamente recente: até a metade da década de 50, o cultivo de alho no Brasil era uma atividade “de fundo de quintal”, e base de troca com outros produtos. Com a valorização do produto, em algumas regiões, o alho é uma cultura extensiva, dividindo área plantada de até 300 hectares com soja e milho.

O uso de novas tecnologias desenvolvidas para a hortaliça é apontado como a mola propulsora dessa inversão. “Para garantir o aumento da produtividade e da competitividade do nosso alho, a introdução de tecnologias voltadas para a cultura tem sido fundamental”, avalia o pesquisador Francisco Resende, que coordena o Programa de Melhoramento de Alho da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF). Segundo ele, a tecnologia da vernalização tornou possível, por exemplo, a adaptação das cultivares desenvolvidas no Sul do Brasil ao bioma Cerrado.

A produtividade alcançada com o uso de tecnologias pode ser exemplificada com salto verificado num período de 40 anos, conforme aponta o pesquisador: “Até o final da década de 1970, a produção dificilmente passava três toneladas por hectare, e hoje temos grandes produtores produzindo cerca de 20 a 22 toneladas por hectare”.

Além do alho nobre, vindo dessas variedades que precisam de vernalização para ser plantadas na região central do Brasil, existem as cultivares do chamado alho comum, cultivadas por pequenos produtores (cerca de 20%). Menos exigentes em temperatura, elas são adaptadas ao Sudeste, Centro-Oeste e a algumas partes do Nordeste.

 

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