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Tecnologia nutricional ajuda a elevar a produção brasileira de camarão

🕔13.dez 2025

O avanço da carcinicultura no Brasil ocorre tanto em áreas costeiras de salinidade mais elevada quanto em águas oligossalinas (baixa salinidade), especialmente no Ceará, maior produtor nacional, responsável por 55% do total em 2024. Com uso de tecnologias nutricionais avançadas, produtores driblam desafios produtivos e sanitários e otimizam resultados, como maior ganho de peso em ciclo de cultivo mais curto.

Após produzir 210 mil toneladas de camarão em 2024, que representou incremento de 20% em relação ao ano anterior, o Brasil deve encerrar 2025 com continuidade na trajetória de expansão da atividade, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC). “O crescimento da carcinicultura nacional exige uma atenção redobrada aos desafios produtivos e sanitários, o que aumenta a importância das inovações na nutrição animal”, afirma o zootecnista Gustavo Pizzato, gerente de produtos Aqua da Guabi Nutrição e Saúde Animal.

Em sua participação na última Feira Nacional do Camarão (Fenacam), realizada em Natal (RN) de 11 a 14 de novembro, a Guabi destacou o papel essencial das tecnologias nutricionais avançadas, compostas por aditivos funcionais, para o melhor desempenho dos camarões. “Os desafios produtivos no cultivo de camarões estão em constante aumento, o que torna as tecnologias nutricionais um diferencial competitivo”, avalia. Segundo ele, “os produtores têm demonstrado maior adesão a essas inovações por não conseguirem mais os resultados de antigamente, reconhecendo a necessidade de um suporte nutricional avançado”.

Essas tecnologias incluem uma sinergia de componentes que atuam diretamente na saúde intestinal dos animais, considerada um alvo principal para o crescimento robusto e a sobrevivência. Entre os aditivos funcionais utilizados estão: prebióticos e probióticos (favorecem a colonização de bactérias benéficas), ácidos orgânicos (contribuem para a proteção e o equilíbrio do ambiente intestinal), além de nucleotídeos, enzimas e DHA (atuam em conjunto, promovendo o crescimento e desenvolvimento dos camarões). “A suplementação nutricional com esses aditivos funcionais é crucial para enfrentar os crescentes desafios sanitários do setor, entre eles doenças como a Necrose Infecciosa Hepatopancreática (NIN) e a Mancha Branca”, enfatiza o especialista.

 

 

 

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