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Tecnologia facilita a geração biodiesel e na decomposição de dejetos suínos

🕔10.jun 2015

micro algasPlantas invisíveis ao olho humano, podem muito em breve provocar mudanças importantes na suinocultura brasileira. Estudos da Embrapa Suínos e Aves, de Santa Catarina comprovaram que microalgas podem ser utilizadas com grande eficiência no tratamento dos dejetos suínos e na geração de biogás. Também poderão ser matéria-prima de qualidade para produção de rações para uso animal, biocombustíveis e até produtos fármacos e cosméticos.

As microalgas são unicelulares e crescem em água doce ou salgada. Como seu próprio nome diz, são muito pequenas. Tão pequenas que seu tamanho é medido em micrômetros (um micrômetro equivale à milésima parte do milímetro). A estimativa é de que existam cerca de 800 mil espécies de microalgas no mundo.

“Hoje, estamos seguros de que as microalgas podem ser usadas para remover os nutrientes nos efluentes de dejetos de suínos. Além de limpar a água, elas podem ser colocadas, por exemplo, no interior do biodigestor para aumentar a capacidade de geração de biogás”, explica o pesquisador Marcio Busi da Silva.

A proposta da Embrapa, que trabalha em parceria com instituições como a Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) e a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), pode fazer de um problema histórico uma solução promissora. Os dejetos suínos foram vistos nas últimas três décadas como forte ameaça ambiental nas regiões que concentram a produção.

Como as microalgas se alimentam justamente dos nutrientes presentes nos dejetos, elas têm a capacidade de tornar mais eficientes os sistemas de tratamento instalados no campo. Mas esse não é o principal ganho. De acordo com o pesquisador, o que deve revolucionar a forma como os dejetos suínos são vistos é o uso posterior da biomassa de microalgas, gerada a partir dos resíduos da produção. Biomassa é todo recurso originado de matéria orgânica capaz de produzir energia.

No modelo já testado em laboratório pela Embrapa e facilmente aplicável à realidade da suinocultura nacional, as microalgas são recolhidas e inseridas novamente no biodigestor, aumentando significativamente a geração de biogás. Assim, é possível produzir energia elétrica ou gás em maior volume e constância.

 

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