Técnica de Adubação de Restituição reduz os custos e recupera o solo de acordo com a necessidade das áreas
Adubação de restituição é a prática de repor no solo nutrientes que são exportados nos produtos colhidos das lavouras. Atualmente, existem equipamentos agrícolas com sistemas eletrônicos que permitem variar, em tempo real, as quantidades de fertilizantes conforme a necessidade em diferentes partes de um talhão de cultivo, o que viabiliza a automação do manejo baseado na adubação de restituição.
As estratégias propostas pelo novo estudo mostram que é possível o ajuste do aporte de nutrientes das adubações, de forma alinhada à utilização consciente dos insumos agrícolas e à conservação dos recursos naturais, contribuindo, ainda, para reduzir a pegada de carbono e aumentar a eficiência energética nos processos de produção.
A pesquisa considerou a premissa de que as culturas anuais apresentam elevada demanda de Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), levando ao consumo de grandes quantidades de fertilizantes, para suprir os sistemas de produção brasileiros que envolvem os cultivos de soja, milho, algodão, feijão, trigo e sorgo. A demanda por esses nutrientes, para manter a produtividade, representa parte expressiva dos custos das lavouras, um dos principais fatores de risco econômico da agricultura do País.
Outro aspecto é que, muitas vezes, mesmo sabendo que o solo já tem alta fertilidade, com disponibilidade de nutrientes acima dos níveis críticos, o agricultor se sente mais seguro quando realiza as adubações que já vinha utilizando por vários anos. Porém, tem sido reportado, em várias publicações, que os solos em áreas de cultivo consolidado do Cerrado acumularam considerável estoque de nutrientes com o passar do tempo, superando a condição de baixa fertilidade original.
O estudo intitulado “Adubação de restituição e balanço de nutrientes em solo de fertilidade construída: manejo nutricional responsável na produção de grãos” foi coordenado pelo pesquisador Álvaro Vilela de Resende, e conduzido por uma equipe envolvendo outros cientistas da Embrapa Milho e Sorgo e da Universidade Federal de Viçosa (UFV), além de bolsistas, com apoio da Fazenda Decisão (Unaí – MG).

