Sistemas agroflorestais podem ser adaptados aos ambientes com climas semiárido e subúmido
Os Sistemas Agroflorestais (SAF) oferecem vantagens econômicas e ambientais ao produtor rural, pois além de produzir alimentos, o agricultor pode recuperar áreas que ficaram degradadas pelo uso intensivo da agricultura convencional. A dificuldade e que os produtores necessitam de sistemas apropriados à sua capacidade de investimento, ao tamanho de suas propriedades rurais e ao tipo de mão-de-obra empregada.
Para o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA), Antonio Nascimento, o SAF é um sistema onde o agricultor tem atividades as mais diversas possíveis em uma mesma área, como a produção de culturas de ciclo curto ou anuais, alimentares principalmente, envolvendo, ainda frutíferas perenes e essências florestais.
“Em uma mesma área o agricultor pode ter produtos de subsistência como o feijão, o milho e o arroz e frutíferas perenes que irão produzir depois de 3 a 4 anos e até essenciais florestais para fins de uso como energia, em fogões a lenha e até mesmo para madeira para cerca ou mourões”, detalha o pesquisador. Ele explica que o número de culturas depende do espaço e do planejamento do produtor.
Várias espécies podem ser adaptadas ao Semiárido, preferencialmente aquelas que resistem aos baixos períodos de chuva. “Uma delas é o nim indiano, que tem se adaptado bem ao Semiárido por ser uma planta de crescimento rápido e que exige pouca chuva”, acrescenta. Para os técnicos, a floresta não é um empecilho para a produção agrícola. Ao contrário, contribui para a produtividade das lavouras. Um exemplo, é o uso da folha da Caatinga para produzir hortaliças, fazer cobertura de solo e plantio de outras culturas.
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