Sexagem in-ovo pode ser realidade no Brasil, em breve
A tecnologia de sexagem in-ovo já está sendo implementada em países da Europa e nos Estados Unidos, e está pronta para ser trazida ao Brasil. A adoção dessa tecnologia pode representar um avanço significativo para a indústria de ovos brasileira, tanto do ponto de vista econômico quanto do bem-estar animal.
Anualmente, na indústria de ovos brasileira, aproximadamente 100 milhões de pintinhos machos são descartados logo após o nascimento, pois não botam ovos e não são economicamente viáveis para a produção de carne. No Brasil, assim como em outros países, esse descarte ocorre de forma massiva, o que levanta preocupações sobre bem-estar animal e sustentabilidade, e já gerou até mesmo um projeto de lei visando a regulamentação dessas práticas. A tecnologia de sexagem in-ovo permite identificar o sexo do embrião antes da eclosão, evitando a necessidade de abate dos machos.
A primeira pesquisa realizada no Brasil sobre a tecnologia de sexagem in-ovo revelou um forte apoio dos consumidores à adoção desse método inovador na produção de ovos. A pesquisa, conduzida com 1.553 consumidores brasileiros, indica que a maioria está disposta a pagar mais por ovos produzidos sem a necessidade do abate de pintinhos machos, um problema histórico da indústria de postura.
Robert Yaman, CEO da Innovate Animal Ag, think tank norte-americano responsável pelo estudo, destacou a importância da pesquisa para o setor de ovos no Brasil. “Os consumidores brasileiros se mostraram entusiasmados com a tecnologia de sexagem in-ovo. Essa pesquisa revela uma real oportunidade de negócio para produtores de ovos inovadores que desejam capturar essa demanda crescente por produtos mais éticos e a preços acessíveis – tudo isso aumentando a confiança dos consumidores.”, afirma Yaman.
- 73% dos consumidores manifestaram desconforto com a prática atual de descarte de pintinhos machos;
- 79% dos compradores de ovos no Brasil demonstraram interesse em adquirir ovos produzidos com a tecnologia de sexagem in-ovo;
- 76% dos consumidores afirmaram que estariam dispostos a pagar um valor adicional por ovos provenientes dessa tecnologia;
- Em média, os consumidores declararam que pagariam R$ 3,87 a mais por dúzia de ovos produzidos sem o abate de pintinhos machos.

