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Setor privado da região amazônica assume defesa do desmatamento da floresta

🕔02.out 2025

A Amazônia ganhou destaque na Semana do Clima de Nova York com o anúncio de uma iniciativa inédita do setor privado brasileiro para enfrentar o desmatamento. A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e a Jornada COP+, movimento multissetorial da Amazônia, lançaram o Programa pelo Combate ao Desmatamento e Queimadas Ilegais, um esforço pioneiro da indústria amazônica para acelerar a meta do Brasil de zerar o desmatamento ilegal até 2030.

O presidente da FIEPA e da Jornada COP+, Alex Carvalho, destacou o caráter estratégico da medida. “Ao não tolerarmos as ilegalidades, enfrentamos de frente o fato de que o desmatamento ilegal destrói a floresta, polui os rios e corrói a reputação da Amazônia, com impactos econômicos e geopolíticos profundos. A indústria amazônica se compromete a ser parte ativa dessa força-tarefa global”, afirmou.

O anúncio ocorreu durante a programação da CNI via Sustainable Business COP (SB COP), realizada na sede da empresa Accenture, em Nova York, que apresentou os principais casos de liderança em compromissos climáticos globais. O lançamento também coincide com uma tendência de queda nos índices de desmatamento.

Dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, os alertas de desmatamento diminuíram em três dos principais biomas brasileiros. A Amazônia registrou uma queda de quase 50%. No Pará, estado que ainda concentra a maior área de desmatamento, a redução foi de 21% em relação ao período anterior.

 

 

 

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