Sementes resistentes de bananeira ajudam a vencer as pragas que atacam a cultura
A alternativa mais indicada para combater a Sigatoka-Negra, considerada a doença mais grave da cultura da banana, é substituir as cultivares tradicionais por materiais resistentes. Desde que a doença surgiu, foram recomendados oito tipos de bananeiras: Caipira, FHIA 18, Tap Maeo, muito resistentes a essa doença. Depois foram lançadas a Prata Zulu, Prata Ken e, a Pelipita, recomendada pelos pesquisadores da Embrapa Amazonea, que também orienta o plantio da Prata Caprichosa e a Prata Garantida. Os materiais recomendados pela Embrapa não vão substituir as antigas cultivares de prata, maçã e pacovan, mas sim aumentar o número de opções aos produtores.
A Sigatoka-Negra foi registrada pela primeira vez no Brasil no início de 1998, nos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant, região do Alto Solimões, fronteira do Estado do Amazonas com a Colômbia e o Peru; desde então, tem se espalhado por quase todas as regiões do Brasil. É uma doença causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis e pode ocasionar perdas totais na produção. O vento naturalmente transporta o fungo; depois de infectar as folhas, impede o desenvolvimento dos frutos.
Para uma cultura de importância econômica e social como a banana, o resultado do ataque da sigatoka-negra pode ser desastroso. O tamanho da fruta e seu vigor determinam a aceitação nos mercados. E são justamente essas duas qualidades as mais afetadas pela doença.

