Seleção genética busca consolidar marmoreio nos animais da raça Nelore
A raça Nelore é reconhecida por inúmeras qualidades, principalmente a rusticidade natural que ajudou o Brasil a se tornar o maior fornecedor de carne bovina do mundo. O rebanho tem evoluído de tal maneira que começam a surgir exemplares com elevado potencial para marmoreio na carne, habilidade que muitos acreditam ser inexistente no zebuíno.
Garimpar animais com o perfil do mamoreio, que é definido como a acumulação de gordura intramuscular na carne bovina e suína, tornando a carne mais macia e saborosa, é uma tarefa difícil, mas muitos criadores estão motivados a encontrar mais essa qualidade no nelore.
Um exemplo é a matriz Relva do Golias, com 7,04% de marmoreio, quando aos padrões internacionais desejáveis seriam 3,5%. Os promotores são AC Proteína, em Barra do Garças, no Mato Grosso, Fazenda Santa Nice (Amaporã/PR), Nelore do Golias (Araçatuba/SP) e o pecuarista Shiro Nishimura, titular da Fazenda Araponga (Jaciara/MT).
“É realmente raro encontrar no Nelore indivíduos com elevado significativo do marmoreio. No último levantamento, entre animais de um rebanho de 1.500 cabeças, não encontramos sequer um animal. Este é um trabalho difícil e que servirá para quebrar paradigmas”, afirma a Dra. Liliane Suguisawa, diretora técnica da DGT Brasil, sediada em Presidente Prudente (SP).
Entre as raças de bovinos a Wagyu possui a maior concentração de marmoreio na carne. No Japão, a avaliação do grau de marmoreio da carne de um wagyu varia entre os níveis 6 e 12, em uma escala até 12, em que 12 é o grau mais alto de entremeio de gordura na carne.
O marmoreio ainda garante um alto valor para a carne, o que pode aumentar o custo de criação do boi, uma vez que ele precisa de uma dieta rica em carboidratos e alimentos com alto índice de energia. Essa alimentação é o que garante a qualidade da gordura que o boi acumula. A carne fica com sabor amanteigado e uma maciez inigualáveis e acumula gordura com boa relação de ômega 6/ ômega 3.[1][1]

