Recomendações que devem ser adotadas para controlar o mal do caroço no rebanho caprino
A linfadenite caseosa ou “mal do caroço” é uma doença bacteriana infectocontagiosa que promove a formação de abscessos em linfonodos examinados (gânglios linfáticos) ou em linfonodos e órgãos internos do animal. A enfermidade está presente em 94,2% dos rebanhos de ovinos e em 88,5% dos rebanhos de caprinos na Região Nordeste, onde se localiza a maior produção desses animais. Veja algumas recomendações dos técnicos para controlar essa doença no rebanho:
- Ao comprar os animais, o produtor deve colocá-los em quarentena para observar o aparecimento de abscessos e tratá-los antes de inseri-los no rebanho. Os produtores não devem compartilhar animais (reprodutores).
- Os animais com abscessos antes da ruptura devem ser separados e isolados.
- O corte de emergência do abscesso deve ser seguido de cauterização química da ferida.
- O animal somente deve retornar ao rebanho após a cicatrização completa da ferida.
- Todos os casos de linfadenite no rebanho devem ser anotados, com a identificação do animal, dados em que teve a doença e localização.
- As instalações devem ser desinfetadas com cal hidratada ou vassoura de fogo.
- Animais que apresentam mais de um abscesso em sua vida produtiva devem ser descartados (sacrifício ou abatimento).
- As carcaças dos animais mortos devem ser levadas para compostagem.
- A carne de animais com abscessos não deve ser consumida. A linfadenite caseosa é uma zoonose e pode ser transmitida aos seres humanos.
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