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Recomendações que devem ser adotadas para controlar o mal do caroço no rebanho caprino

🕔23.fev 2023

A linfadenite caseosa ou “mal do caroço” é uma doença bacteriana infectocontagiosa que promove a formação de abscessos em linfonodos examinados (gânglios linfáticos) ou em linfonodos e órgãos internos do animal. A enfermidade está presente em 94,2% dos rebanhos de ovinos e em 88,5% dos rebanhos de caprinos na Região Nordeste, onde se localiza a maior produção desses animais. Veja algumas recomendações dos técnicos para controlar essa doença no rebanho:

  1. Ao comprar os animais, o produtor deve colocá-los em quarentena para observar o aparecimento de abscessos e tratá-los antes de inseri-los no rebanho. Os produtores não devem compartilhar animais (reprodutores).
  2. Os animais com abscessos antes da ruptura devem ser separados e isolados.
  3. O corte de emergência do abscesso deve ser seguido de cauterização química da ferida.
  4. O animal somente deve retornar ao rebanho após a cicatrização completa da ferida.
  5. Todos os casos de linfadenite no rebanho devem ser anotados, com a identificação do animal, dados em que teve a doença e localização.
  6. As instalações devem ser desinfetadas com cal hidratada ou vassoura de fogo.
  7. Animais que apresentam mais de um abscesso em sua vida produtiva devem ser descartados (sacrifício ou abatimento).
  8. As carcaças dos animais mortos devem ser levadas para compostagem.
  9. A carne de animais com abscessos não deve ser consumida. A linfadenite caseosa é uma zoonose e pode ser transmitida aos seres humanos.
CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE