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Quatro estados brasileiros produtores de cana podem aumentar a produção com novas tecnologias de manejo da plantação

🕔23.abr 2026

Resultados agronômicos obtidos em áreas experimentais e canaviais comerciais nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais indicam que a combinação de tecnologias nutricionais, biológicas e fisiológicas ao longo do ciclo da cultura pode gerar ganhos consistentes de produtividade e qualidade industrial na cana-planta. Na comparação com áreas sob manejo padrão, foram observados incrementos médios de 10 toneladas de cana por hectare, além de aumentos de até 20% no °Brix, indicador da concentração de açúcares na cana e diretamente ligado à qualidade industrial, e de até 18% no TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare), métrica que expressa o rendimento final de açúcar por área cultivada.

Além dos ganhos em produção final, os estudos também identificaram melhorias no desenvolvimento fisiológico, com incremento de até 35% no volume de raízes, aumento de 26% no número de perfilhos, 11% mais plantas estabelecidas e crescimento médio de 9% na altura das plantas. Esses indicadores refletem um melhor estabelecimento inicial da lavoura, maior capacidade de absorção de água e nutrientes e formação de um estande mais uniforme e vigoroso, fatores diretamente ligados à maior longevidade do canavial, reduzindo a frequencia da reforma, assim como os altos custos envolvidos na mesma.

Os estudos foram conduzidos pela Agrocete, multinacional brasileira com mais de 45 anos de presença no agronegócio nacional. Tradicionalmente consolidada nas culturas de grãos nas regiões Sul e Centro-Oeste, a empresa tem ampliado sua presença na cana-de-açúcar, com expansão das pesquisas e do time técnico de campo no Sudeste e Centro-Oeste. Nesse contexto, foram conduzidos ensaios em diferentes regiões produtoras, em municípios como Porteirão (GO), Taquarussu (MS) e Uberlândia (MG), além de áreas do interior paulista, como Ariranha, Elisário, Embaúba e Guararapes.

O foco dos ensaios foi avaliar estratégias de manejo integrado de tecnologias ao longo do ciclo da cultura, em vez de recomendações isoladas, programa denominado pela empresa como Construção da Produtividade, uma abordagem que tem apresentado resultados consistentes em diversas culturas e que foi desenvolvido a partir de mais de 330 estudos científicos, conduzidos em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa do Brasil.

De acordo com o gerente de desenvolvimento de tecnologia de mercado da Agrocete, Luis Felipe Dresch, a cana-de-açúcar, por ser uma cultura semiperene, exige uma abordagem de manejo mais ampla do que a das culturas anuais. “O produtor precisa pensar não apenas na produtividade da cana-planta, mas na longevidade do canavial, o que passa pela construção de uma base fisiológica sólida desde o início do ciclo. Mesmo sendo altamente tecnificada, a cultura ainda enfrenta desafios complexos, especialmente relacionados à manutenção da fertilidade do solo, ao desenvolvimento radicular, proteção das plantas e utilização de insumos mais sustentáveis”, afirma.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE