Produtores brasileiros comemoram o crescimento de 600% nas exportações de noz-pecã
Dados do Comex Stat, portal de dados do comércio exterior brasileiro vinculado ao Ministério da Economia, divulgou informações sobre o crescimento das exportações de noz-pecã produzidas no Brasil. No período de janeiro a outubro deste ano, houve um aumento de 660% em comparação com as 23 toneladas exportadas em 2021, segundo Em valores atuais, o crescimento passou de US$ 88 mil (R$ 472 mil) para US$1,6 milhão (R$ 8,6 milhões).
Este crescimento valorizou as plantações do Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção brasileira do fruto. Em Cachoeira do Sul, o maior polo produtor gaúcho e do país, as vendas externas chegaram a 175 toneladas. Do total, 95% foram comercializados pela Divinut, especializada no beneficiamento de noz-pecã e na produção de mudas. Em 2021, a empresa enviou oito toneladas do fruto beneficiado para Israel. Este ano, as vendas foram ampliadas para países da Europa e Oriente Médio, somando 200 toneladas até o final de dezembro, o que representa um aumento de 2500%.
Para 2023, a expectativa da empresa é multiplicar a quantidade exportada, expandindo as vendas para novos mercados na Ásia e América do Norte. Edson Ortiz, diretor da Divinut e Presidente do Conselho Estratégico de Pesquisa da Associação Brasileira de Nozes, Castanha e Frutas Secas (ABNC), anuncia para dezembro o embarque de um novo carregamento rumo à Espanha. “Iniciamos as exportações com as transações via trading e hoje fazemos de forma direta. Vamos fechar 2022 somando 2 milhões de dólares em vendas para outros países”.

