Prioridades do agronegócio brasileiro para o próximo ano e a opinião do Ministro da Agricultura
Em 2018, o Brasil deve continuar buscando abrir novos mercados para os produtos brasileiros no mundo. Nos últimos anos, o Brasil chegou ao sexto lugar no mercado mundial de alimentos, graças a evolução tecnológica desenvolvida pelos pesquisadores da Embrapa e colocada à disposição dos produtores rurais.
Numa entrevista retrospectiva sobre o desempenho do setor, o ministro Maggi disse ser importante o Brasil ter uma política maior de abertura ao setor externo. “Para vendermos, além dos arranjos resolvidos, da negociação dos certificados sanitários, o país precisa estar pronto para importar também, para tornar mais equilibrada a balança comercial. Exportamos US$ 85 bilhões e importamos US$ 10 bilhões”.
O ativo ambiental do país, conforme explicou o ministro, é um elemento importantíssimo para ser colocado à mesa com os parceiros de outros países. O banco de dados da Embrapa territorial permitiu dar total transparência sobre a ocupação do solo no país. Não se trata de “achismo ou chutômetro”, são informações de satélite que mostram a preservação de mais de 66% do território nacional com vegetação nativa. Tudo preservado na forma original de quando Cabral chegou ao Brasil. Nenhum país no mundo tem a agricultura tão sustentável como a nossa. Isso nos torna competitivos. Temos que corrigir o discurso de quem ataca nossa agricultura e, isso, com base em números incontestáveis, afirmou Blairo Maggi.
O ministro fez questão de explicar as oscilações dos preços dos produtor no mercado: “O produtor sabe que em ano de grandes safras, os preços ficam mais baixos. Faz parte da nossa atividade e, por isso, em determinados momentos a política agrícola tem que entrar em ação. Quando os preços caem muito, é preciso dar sustentação aos preços. Isso não significa proteger o aspecto financeiro do agricultor, mas proteger a agricultura porque o produtor que quebra, no ano seguinte ele não estará no mercado, consequentemente vai faltar mercadoria. Política agrícola é isso: interferir quando o preço está muito baixo para haver equilíbrio e para que os consumidores não tenham problemas.
Para o ministro, 2017 foi um aprendizado e um ano de superação. “Tivemos um anoi difícil, de muitas incertezas, mas, sem dúvida nenhuma, saímos mais fortes do que entramos. Estamos terminando o ano com volume maior de exportação e também em recursos financeiros, 13% a mais em volume de vendas e 9% em faturamento.
O ministro Maggi, destacou o susto que o agronegócio brasileiro teve com a operação realizada nos frigoríficos no mês de março. Foi um grande susto, mas também nos trouxe alertas. Na verdade, foi uma operação muito mais folclórica, midiática.Mas, a partir dali, fizemos mudanças para aumentar a confiança dos importadores e consumidores no nosso serviço de fiscalização. Demos segurança no sentido de evitar interferência política em todos os procedimentos e estamos criando um novo sistema de inspeção, mais moderno. Por isso, digo que o Brasil vai sair mais forte ainda. Foi uma coisa que não deveria ter acontecido, mas as lições ficaram. Sempre digo que do limão sempre se faz limonada.
E destacou a importância da prevenção contra a febre aftosa: “ O importante é que nós estamos chegando ao final de 2017 já com o Brasil sendo declarado livre de febre aftosa com vacinação. E vamos caminhar para até 2023 retirar a vacina e transformar o plantel brasileiro livre de aftosa sem vacinação. Até lá, vamos avançar e fazer o enfrentamento. O Ministério da Agricultura está muito seguro do que está propondo e nós vamos seguir em frente.

