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Pesquisadores desenvolvem técnica que ajuda produzir mandioca com amido ceroso

🕔09.ago 2021

O amido de mandioca é composto basicamente por dois tipos de polissacarídeos: amilose e amilopectina. Normalmente, as variedades comerciais possuem entre 19% e 27% de amilose na composição do amido. O amido waxy apresenta no máximo 5% de amilose, característica de grande interesse principalmente à indústria alimentícia, em função da menor retrogradação do amido (perda de água após o resfriamento do produto pronto). Sendo assim, a mandioca waxy deve trazer benefícios associados à melhor qualidade e tempo de prateleira dos produtos derivados da industrialização de alimentos refrigerados e congelados que possuem o amido waxy em sua composição.

Os estudos da Embrapa e parceiros desenvolveram três metodologias de seleção precoce de clones de mandioca com amido ceroso (ou waxy). Esses trabalhos integram o esforço da Empresa em obter uma variedade de mandioca com esse tipo especial de amido que possa ser produzida em larga escala no Brasil.

As novas técnicas surgiram da necessidade de acelerar o processo de desenvolvimento de clones waxy do programa de melhoramento genético de mandioca da Embrapa. O objetivo principal é otimizar o processo de seleção dos clones com essa característica de interesse, levando a campo somente os que apresentem o amido waxy.

“As metodologias trazem amplas vantagens aos métodos tradicionais de avaliação do amido ceroso em mandioca, que, apesar de precisos, são realizados de forma tardia”, pontua o engenheiro-agrônomo Eder Jorge Oliveira, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), autor dos trabalhos junto com uma equipe de estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), tendo à frente Cátia Dias do Carmo, autora principal dos estudos, que integram sua tese de doutoramento.

 

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