Pernambuco pode ter mais duas usinas de etanol reabertas para funcionar nesta safra
Desta vez a reativação envolve as usinas Cruangi e Pedroza em Timbaúba e Cortês respectivamente. Um passo importante para a consolidação deste projeto ocorreu na semana passada, quando diretores da usina Cruangi assinaram um contrato de arrendamento da unidade com a Cooperativa da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (COAF). Com a proposta de reativação serão criados mais quatro mil empregos na Mata Norte de Pernambuco, envolvendo 15 municípios.
Mas os canavieiros ainda terão que esperar porque para que eles tomem acesso às usinas para reativá-la é preciso que o juiz José Gilberto de Souza, da 1ª Vara de Timbaúba, que é responsável pelo processo de Recuperação Judicial da unidade, valide o arrendamento e blinde a cooperativa de passivos da antiga administração da Cruangi.
Com a confirmação do processo, cerca de R$ 3 milhões serão investidos no apontamento do parque industrial, e a usina estará funcionando em outubro, depois de três safras paradas, voltando a beneficiar toda cadeia produtiva da cana da Mata Norte.
A outra usina reativada com o mesmo projeto de cooperatividade, é a Usina Pedroza, arrendada por uma cooperativa de produtores. A Usina Pedroza, fica no município de Cortês, na Mata Sul. A expectativa é começar a moagem no fim de outubro e esmagar cerca de 300 mil toneladas de cana. A reativação do parque fabril visa receber a cana dos produtores dos municípios de Ribeirão, Primavera, Catende e parte de Palmares.
A crise nacional no setor sucroenergético, provocou o fechamento de várias usinas em Pernambuco e atualmente só quatro unidades estão ativas na Mata Norte. São elas: Laranjeiras em Vicência, Olha D’água em Camutanga, Santa Tereza em Goiana, e Petribu em Lagoa do Carro. “A reativação da usina do porte de Cruangi, portanto, tem forte impacto socioeconômico para toda a região”, ressalta o presidente da COAF, Alexandre Andrade Lima. Ele estima que na primeira safra, a unidade moa algo em torno de 400 mil toneladas. A cana virá dos produtores dos municípios de Vicência, Bueno Aires, Nazaré, Aliança, Condado, Goiana, Macaparana, Timbaúba, Itambé, Ferreiros e parte de Carpina.

