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Pastagens degradadas provocam queda na produtividade da pecuária brasileira

🕔29.nov 2015

Atualmente, as principais causas da degradação das pastagens são o excesso de lotação e manejo inadequado; a falta de correção e adubação na formação, aliada à falta de reposição dos nutrientes pela adubação de manutenção e a utilização de espécie ou cultivar inadequada, não adaptada ao clima, solo e objetivo da produção.

Presentes em todo Brasil, essas pastagens degradadas apresentam baixa capacidade de produção de carne e leite. Geralmente sofrem também com erosão laminar, em sulcos e até voçorocas, que podem levar a perdas de mais de 100 toneladas de solo/ha/ano, comprometendo a sustentabilidade do sistema de produção. Em muitas situações, apenas mudando algumas técnicas de manejo podemos reduzir essas perdas para menos de dez t/ha/ano, podendo chegar a menos de uma t/ha/ano em áreas bem manejadas, aproximando-se do que ocorre normalmente em solos sob vegetação preservada.

O que a Embrapa Solos (RJ) propõe é a reinserção dessas terras com pastagens degradadas ao sistema produtivo agropecuário sustentável, uma grande oportunidade para aumentar a produção agropecuária, sem necessidade de ampliação da fronteira agrícola. “Para isso precisamos identificar e eliminar os fatores responsáveis pela degradação, fazer uma avaliação do estado de degradação do sistema solo-planta”, diz o cientista da Embrapa Solos Aluísio Granato de Andrade.

A recuperação dessas áreas inclui o diagnóstico da degradação das terras, possível com a divisão das áreas degradadas em glebas homogêneas de acordo com algumas características (relevo, topografia, cobertura vegetal, solos, uso atual, produtividade das culturas e histórico de exploração, adoção de práticas conservacionistas e tipo e frequência dos processos erosivos.

A recuperação de pastagens degradadas é um dos compromissos assumidos pelo Brasil na COP-15 (Copenhague, 2009), que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa, projetadas para 2020, entre 36,1% e 38,9%, estimando, assim, redução da ordem de 1 bilhão de toneladas de CO2. Essas metas foram ratificadas na Política Nacional sobre Mudanças do Clima. E, no caso específico da agricultura, foi estabelecido o “Plano Setorial para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura” (Plano ABC), por meio do qual o País assume o compromisso de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2020. Atingindo tal meta, o Brasil amplia a produção de alimentos e bioenergia e reduz a necessidade de desmatamento para a expansão agropecuária.

 

 

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