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Os vinhos e suas estrelas – Por Fernando Antonio de Queiroz Fonseca Jr

🕔26.jan 2015

ceia_de_natal_Olá amigos enófilos!

Bem, estamos de volta, por isso vamos relatar os acontecimentos marcantes, para nós, nos encontros festivos do ultimo dezembro. Neste período de confraternizações transitaram na “varanda encantada” várias estrelas, do Crato-CE a Pirambu-SE. São pessoas muito queridas que vieram sentir um pouco da nossa energia e que acabaram nos contagiando com as suas; está aí o motivo do recesso. Caramba, quando nos damos conta, já estamos quase no fim de janeiro de 2015.

Entre os acontecimentos marcantes quero destacar dois, os excessos causados não pela troca, mas pelo somatório das energias. As estrelas citadas acima tinham tanta energia que por várias vezes fomos convidados a acabar nossas degustações em plena luz da aurora. Outro fato que também nos marcou foi a quantidade de gente que nos ligou pra perguntar que vinho deveria tomar na noite de Natal e no Ano Novo. O vinho da ceia de Natal e o espumante do Réveillon são as bebidas que harmonizam com os pratos principais, que são as verdadeiras estrelas da noite. Muita gente com dúvida se o vinho que se bebe com peru pode ser o mesmo que se come com galeto. Já imaginaram isso? Mas compreendi que esta dúvida se torna pertinente, a despeito de ambos serem assados. É que precisamos perceber a diferença entre assado no forno e assado na brasa, entre a manteiga que vai durante a cocção do peru e a que vai após o assado do galeto, portanto vamos ao nosso modelo de retrospectiva enológica.

Os pratos que servimos na festa do nascimento de Jesus giram em torno do bacalhau e do peru, este ultimo é a estrela maior da festa, e como já sabemos, bacalhau é um dos poucos peixes que se pode harmonizar com vinhos tintos. Assim sendo, um vinho de corpo médio, que agrada principalmente as mulheres (que merecidamente ganham o direito de degustar os melhores vinhos da noite pelo dia cansativo que elas têm), recomendo os pinot noirs para o bacalhau e os merlots, nacionais ou chilenos, para o astro peru e, se possível, tentem evitar os grand reservas, pois o excesso de carvalho vai matar os pratos, os quais, não podemos esquecer, são de carnes brancas e relativamente leves.

Já no espetáculo do Réveillon, onde a proposta é alegria, alegria e alegria, nada melhor do que beber estrelas, como diria Don Perignon, olhando as estrelas originais no alto do céu sendo refletidas pelas estrelas que são formadas pela explosão dos fogos de artifícios. Este vinho coringa, por si só, já é o suficiente para acompanhar todos os pratos desta noite inesquecível (das entradas até as sobremesas).

E para acompanhar o porco, que geralmente é servido nesta data, vamos recorrer aos vinhos portugueses. Eu prefiro um certo alentejano de nome “Cortes de cima” homônimo da sua vinícola. Nós gostamos muito! Experimentem!

 

Fernando Antônio de Queiroz Fonseca Jr – Tony

reveillon

 

 

 

 

 

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