Os produtores brasileiros podem exportar mais grãos no ano que vem
O Mercado de grãos promete crescimento para 2021 e exportações brasileiras para os países árabes tendem a aumentar. Os dados foram levantados pela Conab – Companhia Nacional de Abastecimento. Segundo o levantamento, de janeiro a setembro de 2020, foram exportadas 11.706.963 milhões de toneladas para os países como Argélia, Arábia Saudita, Marrocos, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Egito, Iêmen, Tunísia, Mauritânia, Somália, Líbia, Djibuti, Sudão, Síria, Omã, Comores, Líbano, Catar, Barein e Jordânia.
A principal exigência dos países importadores é que os grãos tenham certificação halal. Boa parte dos países importadores, principalmente, os países árabes muçulmanos tem exigido a certificação halal que atende às exigências da jurisprudência islâmica (proibição de qualquer incidência suína ou vestígio de álcool). “Além de ser reconhecido mundialmente como selo que atesta Boas Práticas de Fabricação, segurança e de qualidade, a certificação halal tem sido solicitada, inclusive, por países que não são árabes e nem muçulmanos, como o Japão, China e Canadá. Antes, bastava ter a certificação do produto para ser exportado, mas hoje a maioria dos importadores estão exigindo o selo de qualidade halal em toda a cadeia produtiva”, comenta o CEO da Cdial Halal, Ali Saifi.
De acordo com Saifi, “a auditoria halal é realizada desde o plantio, colheita até armazenamento/beneficiamento, ou seja, avaliamos todos os processos que vão desde OMG (Organismos Geneticamente Modificados, mais conhecidos como transgênicos), insumos e lubrificantes, embalagem, armazenagem e transporte de acordo com a jurisprudência islâmica. Cada etapa é fundamental e pode fazer toda a diferença na decisão de compra dos importadores”, completa o CEO.

