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Os avanços das pesquisas para controlar o ataque da cochonilha do carmim na palma

🕔11.fev 2015

Nos últimos sete anos, a partir de um foco inicial no município de Sertânia (PE), a cultura tem sido ameaçada por uma praga muito agressiva, conhecida como cochonilha-do-carmim. Desde então, a infestação desse inseto se expandiu por outros municípios pernambucanos, e já chegou aos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, num ataque que já afetou de forma irrecuperável cerca de 70 mil hectares.

No semiárido do Brasil está implantada a maior área cultivada com palma de todo o mundo, algo em torno de 500 mil hectares. Esta espécie forrageira, por sua adaptação às condições de solo, possuir resistência às altas temperaturas e ao regime irregular de chuvas da região, é base da alimentação do rebanho.

Pesquisadores da Embrapa Semiárido (Petrolina/PE) e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) têm empreendido várias ações para conter a rápida propagação da praga. O desenvolvimento de variedades resistentes e medidas culturais são algumas delas.

O empenho desse trabalho já apresenta resultados. Segundos os pesquisadores Carlos Alberto Gava, da Embrapa Semiárido,  e Djalma Cordeiro dos Santos, do IPA, hoje já é possível definir variedades que apresentam resistência ao ataque da cochonilha-do-carmim: ‘Mão de moça ou Baiana’, ‘Palma Miúda ou Palma Doce’ e ‘Orelha de elefante’.

Está em desenvolvimento, com bons resultados, medidas de controle biológico com o uso de predadores nativos e importados. Também são empregados produtos alternativos de comprovada eficácia e atóxicos, como sabão em pó, detergente neutro e óleo vegetal e mineral.

“Não há nenhuma alternativa de controle biológico que vai eliminar completamente o inseto no campo, a não ser o uso de variedades resistentes. No entanto, essas variedades estão limitadas a algumas regiões”, destaca Carlos Alberto Gava.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE