Órgão de defesa fitossanitárias de Alagoas se mobiliza para combater o ácaro vermelho
O ácaro-vermelho-das-palmeiras que ataca coqueirais e causa sérios danos à produção é uma das preocupações mais urgentes da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal). Esta semana, a Adeal notificou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Maceió (SEMPMA) para que sejam tomadas medidas fitossanitárias no combate ao ácaro-vermelho.
O prazo para a adoção de medidas fitossanitárias é de 30 dias. Os focos da praga, considerada quarentenária, como são conhecidos os organismo de natureza animal e/ou vegetal, que estando presente em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitui ameaça à economia agrícola do país ou região importadora exposta, foram encontrados em vários pontos da capital alagoana, principalmente áreas públicas no bairro do Farol e em trechos da orla das praias do Sobral e de Ponta Verde.
Oórgão de defesa agropecuária determina um prazo de 30 dias para que todas as medidas para o controle da praga sejam colocadas em prática. Entre as ações de combate ao ácaro-vermelho-das-palmeiras estão pulverização das plantas hospedeiras com produtos alternativos, a exemplo do óleo bruto de semente de algodão ou de dendê com detergente neutro; as áreas onde for realizado o tratamento fitossanitário deverão ser informadas à Adeal para que as plantas tratadas possam ser monitoradas e avaliadas pelos fiscais da Adeal. Por fim, havendo necessidade, a secretaria municipal será informada sobre a realização de novos procedimentos de pulverização.
Em caso de descumprimento das medidas, fica prevista a aplicação de multa em grau grave no valor de 51 a 500 UPFAL, conforme o artigo 22 da Lei de Defesa Vegetal nº 6.554/04. Segundo a Adeal, não existem, no Brasil, agrotóxicos registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que possam ser utilizados no combate ao ácaro-vermelho.

