O tempo interfere no plantio da soja para a próxima safra
Muitos produtores continuam a avançar com o plantio da soja em Rondônia, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Paraná. Já em Goiás, São Paulo e em Minas Gerais, onde o vazio sanitário terminou no último dia de setembro, muitos produtores irão iniciar o plantio da oleaginosa já nesta semana, uma vez que diversas áreas já apresentam volumes de chuva acumulada, superiores a 80 milímetros.
Mesmo com este padrão meteorológico, ainda não podemos falar que o regime de chuva já está totalmente consolidado no Brasil, pelo contrário. As precipitações irão ocorrer ao longo de toda essa 1ª quinzena de outubro, ainda na forma de pancadas irregulares. Em diversas microrregiões ainda ocorrerá uma ausência e baixíssimos volumes de chuva. No entanto, é fato que diferente do que ocorreu em 2017, em que houve chuva na virada de setembro para outubro e depois um grande veranico, com a chuva só retornando no final do mês de outubro, esse ano será bem diferente.
O alerta chama a total atenção dos produtores de soja, que mesmo com previsão de chuva é necessário tomar cuidado, pois não é previsto que ocorra chuva frequente nos próximos dias. Isto é, pode ser registrado chuva em seus talhões, mas não é certeza que ocorra novas precipitações, novamente sobre as mesmas áreas.
Para a cultura da cana-de-açúcar, a instabilidade irá ocorrer de forma um pouco mais generalizada, principalmente em São Paulo, em que irá atrapalhar o pleno andamento da colheita. Entretanto, essas precipitações irão beneficiar a manutenção da umidade do solo e garantir que as condições sejam razoáveis ao desenvolvimento dos canaviais, que irão ser colhidos ao longo de 2019.
Nas áreas cafeeiras de São Paulo, norte do Paraná e sul de Minas Gerais, o mesmo ocorre. O problema é nas regiões do triângulo e do cerrado mineiro, em que a chuva está muito irregular. Com isso, já há indícios de algumas perdas no pegamento da florada. Mas ainda é muito cedo para fazer qualquer diagnostico de prejuízo ao setor.

