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O maior crescimento da história em exportação de pescado brasileiro

🕔06.jun 2023

Um estudo da  Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com a Associação Brasileira de Aquicultura (Peixe BR) mostrou que a receita de exportação de pescado do Brasil aumentou 15% em 2022, chegando a US$ 23,8 milhões, a maior da história do setor. O país que mais consome pescado brasileiro são os Estados Unidos, que respondem por 81% das exportações brasileiras de pescado. A tilápia ( Oreochromis niloticus ), a espécie mais vendida para outros países, aumentou 28% na comparação com  2021, para um total de US$ 23,2 milhões. A informação foi publicada no Boletim Informativo  12 do Centro de Inteligência de Mercado e Aquicultura ( CIAqui )  da Embrapa Pesca e Aquicultura .

Em 2022 as exportações de produtos da piscicultura somaram  US$ 14,3 milhões , um crescimento de 100% em relação ao mesmo período de  2021.  A tilápia continua sendo a estrela entre as espécies de peixes mais exportadas, respondendo por 98% das exportações de pescado do país. A preferência estrangeira pela tilápia inteira congelada se manteve , tendo crescido 70% em relação ao ano anterior. Os filés frescos ficaram em segundo lugar, com 25% do total exportado e um aumento de 8% em relação a 2021. A categoria de filés congelados registrou o maior crescimento: 98% entre 2021 e 2022.

A segunda espécie mais exportada em 2022 foi o tambaqui ( Colossoma macropomum) , com US$ 268 mil e queda de 51% em relação a 2021. A categoria de peixes sorubim ficou em terceiro lugar, com US$ 114 mil e alta de 186% no ano , o maior crescimento entre as espécies classificadas.

Segundo o pesquisador da Embrapa  Manoel Xavier Pedroza Filho , o crescimento da produção (principalmente de tilápia) e a busca por novos canais de comercialização são alguns dos fatores que explicam o aumento das exportações brasileiras de pescado. “O crescimento do setor decorre da maior profissionalização e da ampliação da produção das empresas. Isso nos permitiu entrar no mercado internacional, que é excepcionalmente exigente em termos de qualidade e volume”, explica. “Enquanto isso, o mercado interno tem apresentado períodos de estagnação no consumo de pescado, levando a uma queda na demanda e nos preços. Nesse contexto, a exportação torna-se uma alternativa para o escoamento da produção e diminui a dependência de um mercado único”, avalia o especialista.

 

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