O Brasil vai comprar uva e alho de produtores do Egito
Foi uma troca, após o Egito abrir o mercado para os produtos lácteos brasileiros, o Brasil irá iniciar o processo de importação de uva e alho egípcios. A decisão foi comunicada pela ministra Tereza Cristina, da Agricultura, em reunião com o ministro da Agricultura e Recuperação de Terras do Egito, Ezz el-Din Abu Steit, no Cairo. Outros temas do encontro foram a importação de laranjas pelo Brasil e o envio de caprinos e ovinos para o Egito, medida que pode beneficiar o Nordeste brasileiro, onde há um centro avançado de pesquisas da Embrapa sobre a atividade, localizado em Sobral (CE). Os ministros trataram ainda da equivalência de normas consulares e certificados sanitários.
“Durante muitos anos ficamos fechados, o Brasil agora tem pressa por essa abertura [de mercado]”, disse a ministra. O ministro Ezz el-Din Abu Steit elogiou os avanços alcançados até agora e afirmou que alguns acordos não foram fechados por exigirem mais discussão. Conforme o ministro, o Egito tem a intenção de aumentar as importações de produtos agropecuários brasileiros, bem como incrementar a parceria na área de pesquisa.
Segundo o presidente da Federação das Câmaras Egípcias de Comércio, Ibrahim Al- Arabi, 11% dos produtos alimentícios consumidos no Egito são provenientes do Brasil. Para ele, é preciso fortalecer a logística e o transporte para ampliar a relação bilateral. Ele mencionou o acordo de livre comércio com o Mercosul, firmado em 2010, como forma de favorecer os negócios. “Os ventos da Primavera trouxeram mais investimentos para o Egito e o Brasil é parceiro neste caminho”.

