Mês que vem começa a funcionar um sistema de controle para identificar a qualidade do açúcar mascavo no Brasil
É o primeiro sistema de rastreabilidade baseado na tecnologia blockchain , capaz de atestar a transparência e a ponta das informações do produto. Por meio de um QR Code estampado na embalagem, qualquer pessoa poderá verificar as informações sobre a origem e o processo de fabricação do açúcar. O tipo mascavo é valorizado no segmento de produtos naturais e de fabricação, mas ainda sofre com casos de adulteração.
O novo sistema de controle vai entrar em funcionamento a partir de julho até chegar às prateleiras das lojas e supermercados. É o primeiro sistema de rastreabilidade baseado em blockchain. Ao longo de três anos, uma equipe de especialistas em desenvolvimento da Embrapa trabalhou no Sistema Brasileiro de Agrorastreabilidade (Sibraar). A tecnologia foi customizada para o açúcar mascavo e validada na planta agroindustrial da Usina Granelli , em Charqueada, São Paulo. Agora, a empresa será a primeira licenciada a comercializar o produto rastreado, que vai levar o selo Tecnologia Embrapa.
A tecnologia Sibraar possibilitará que os dados de fabricação do produto sejam armazenados em blocos digitais, usando uma sequência temporal imutável dos produtos e que serão criados para construir, assim, um processo de produção das blockchains serão gerados uma sequência ao longo do processo de produção.
Para cada lote do açúcar mascavo da Granelli, será disponibilizado um dado de produção, uma variedade de cana utilizada e a identificação e geolocalização da propriedade rural que forneceu a matéria-prima para aquele lote, conforme as regras de implementação na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Também são fornecidas informações biológicas sobre a microbiota do produto e sobre análise física e como teor de sacarose, parâmetros e cor.

