Nordeste Rural | Homepage


Melhor desenvolvimento do eucalipto em sistemas ILPF comparado ao plantio em monocultura

🕔23.dez 2019

defaultPesquisa realizada na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), em uma área de ILPF com Eucalyptus urograndis plantado em linhas triplas e renques distantes 30 metros, mostrou que nos cinco anos iniciais, as árvores no sistema integrado cresceram 18% a mais do que árvores plantadas em monocultura. As árvores da ILPF ganharam em média 3,8 cm/ano, enquanto aquelas em silvicultura solteira ganharam 3,2 cm/ano.

A inserção de árvores nos sistemas integrados de produção agropecuária, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), ainda encontra resistência por parte de alguns produtores, entretanto, dados de pesquisas mostram que, se bem manejado, o componente arbóreo gera ganhos produtivos e econômicos.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul Hélio Tonini, a diferença de crescimento entre os dois plantios, evidencia a maior competição por luz na monocultura. Embora o crescimento fosse distinto, não havia se verificado variação significativa no volume de madeira entre os indivíduos comparados.

O manejo das árvores, com a retirada das linhas laterais e manutenção da linha central, entretanto, mudou esse quadro. Em dois anos, o ganho em volume da área de ILPF com linha simples chegou a ser 54% maior do que na área com monocultura e 25% maior do que na área com renques de linhas triplas.

De acordo com dados da Associação Rede ILPF, dos 11,5 milhões de hectares com sistemas ILPF no Brasil na safra 2015/2016, somente 17% eram em configuração com árvores. O eucalipto ocupa a maior parte dessa área. Porém, não é a única espécie. Em Mato Grosso, uma espécie que tem se sobressaído é a teca. Com alto valor agregado, a árvore tem um cenário econômico favorável e boas características silviculturais.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE