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Medidas de controle da nova praga que ataca os plantios de goiaba

🕔04.mar 2022

Algumas medidas de controle foram testadas sob a orientação de pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental em um plantio afetado pela praga no município de Iranduba (AM).  A propriedade, que serviu de base para a pesquisa, é do produtor de frutas Edney Marques. Ele conta que a infestação foi alta e gerou perda de frutos.  “Afetou bastante a produção e dá muito trabalho para controlar”, complementa Marques.

Com base nessa experimentação, foram apresentadas instruções como poda de limpeza e remoção dos galhos. Os galhos removidos podem ser enterrados, queimados ou expostos ao sol para promover a desidratação e morte das cochonilhas. Nas partes que não puderam ser podadas, foram removidas as cascas e os insetos com a ajuda de um escovão de cerdas duras. Nas áreas escovadas, foi aplicado óleo mineral (75,6% m/v) na concentração de 1,5 ml do produto para 1 L de água. O controle da praga se deu após duas aplicações com intervalos de 15 dias.

O agrônomo Selmo da Costa, produtor de frutas no município de Manaquiri (AM), conta que também enfrentou problema parecido com a presença da cochonilha exótica em seu plantio de goiaba e perdeu a produção de cinco anos.  Fez a poda, mas sem poder recuperar o plantio, vendeu a área.

A praga inicia o ataque na região sombreada da base do tronco, forma colônias de cochonilhas que se estendem pelo caule acima, destruindo a casca e as partes superficiais do lenho. Essas colônias atingem os ramos superiores. As plantas afetadas emitem brotações fracas e os ramos morrem.

Como medida preventiva para manter as plantas livres das cochonilhas, os pesquisadores recomendam realizar vistorias periódicas e, à medida que surjam novas colônias da praga, fazer a aplicação da suspensão contendo o óleo mineral dirigida para as colônias de insetos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi consultado sobre o risco do inseto se estender a outros estados com cultivos de goiabeira.  A resposta do Mapa é que “o risco de dispersão existe, mas ainda não há estudos sobre a abrangência da praga nem de sua real capacidade de dispersão na região”. Com a detecção da ocorrência dessa praga no Brasil, o Ministério orienta que os produtores de goiaba devem acrescentar medidas de controle para a cochonilha em sua rotina de manejo agronômico. Também informou que se o produtor encontrar em seu plantio sintomas ou casos suspeitos da infestação da praga, deve buscar informações sobre medidas de controle com engenheiros agrônomos e órgãos que prestam assistência técnica rural em sua região. Como a praga não é regulamentada, não há necessidade de notificação de sua ocorrência aos órgãos oficiais.

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE